O CPERS, por meio do seu Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), soma-se à campanha do Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio. A valorização da vida e o cuidado com a saúde mental são bandeiras que o Sindicato defende intransigentemente, especialmente diante de um cenário cada vez mais adverso para a categoria.
Não é possível falar em saúde mental sem denunciar as condições de trabalho e a sobrecarga que estão submetidas(os) as(os) educadoras(es) gaúchas(os). O governo Eduardo Leite (PSD) promove uma política de ataques sistemáticos à educação pública e aos direitos das(os) trabalhadoras(es), precarizando carreiras, congelando salários, sobrecarregando profissionais e impondo uma rotina que adoece e massacra.
Cuidar da saúde mental, portanto, é também um ato de resistência! O CPERS reconhece que muitas vezes o sofrimento é silenciado pela pressão diária, pelo medo de falar e pela falta de acolhimento. É por isso que reforçamos: nenhuma educadora e nenhum educador está sozinha(o). A luta coletiva fortalece e o cuidado precisa ser parte essencial da nossa caminhada.
Procure ajuda!
O suicídio é considerado um problema de saúde pública. No Brasil, são 15.507 casos por ano (MS/2021), uma média de 42 suicídios por dia. Para cada suicídio, estima-se que 25 pessoas façam uma tentativa e muitas mais pensam seriamente nele.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao suicídio, o que representa uma a cada 100 mortes registradas.
Entre as(os) jovens de 15 a 29 anos, o suicídio aparece como a quarta causa de morte mais recorrente, atrás de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal (OMS/2019).
Se você está passando por um momento difícil, não hesite em buscar apoio. O Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br. O atendimento é gratuito, sigiloso e acolhedor.
Neste Setembro Amarelo, reafirmamos que toda vida importa e que é urgente garantir políticas públicas que priorizem o bem-estar físico e mental das(os) trabalhadoras(es). Seguiremos mobilizadas(os), denunciando a violência institucional contra a categoria e defendendo condições dignas de trabalho, porque cuidar da vida é também lutar por uma escola pública de qualidade e por uma sociedade mais humana e solidária!




'