CPERS repudia criminalização de Ratinho Júnior à luta pela educação pública no Paraná


É com extrema indignação que repudiamos veementemente a ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) do Paraná ao solicitar a prisão da presidente da APP Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto.

A justificativa absurda de que ela teria descumprido uma ordem judicial ao liderar a greve das educadoras(es), que bravamente lutam contra a privatização da educação pública, é um atentado aos direitos trabalhistas e à liberdade de expressão.

Este lamentável episódio é mais um exemplo flagrante do autoritarismo e do abuso de poder desmedido perpetrado pelo governo de Ratinho Júnior (PSD), que segue a mesma cartilha de repressão adotada por outros líderes políticos, como Eduardo Leite (PSDB), contra a organização das trabalhadoras(es) da educação.

Além disso, o Projeto de Lei 345/2024, conhecido como “Parceiros da Escola”, é uma afronta direta ao ensino público, desviando recursos que deveriam ser destinados às escolas para uma empresa privada, que terá total liberdade para decidir como gastar esse dinheiro.

A aprovação deste Projeto, sob a sombra da violência policial contra as educadoras(es), em sessões realizadas na segunda (4) e terça-feira (5), é um verdadeiro escárnio. Agora, esse ataque desenfreado à educação segue para a sanção do governador.

O CPERS se solidariza à luta da APP-Sindicato e de todas as educadoras(es) do Paraná. Reiteramos nosso total repúdio a essa tentativa desumana de criminalizar a mobilização por uma educação pública de qualidade. É imperativo que nos mantenhamos firmes em nossa defesa pelos direitos fundamentais da educação e pela justiça social.

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