Após um ano da criação do Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência (PCDs) do CPERS, o 29º Núcleo do Sindicato (Santiago) lançou, na última quinta-feira (11), o primeiro Coletivo Regional de Pessoas com Deficiência do estado. O espaço é voltado para organizar e fortalecer a luta por direitos de educadoras(es) e funcionárias(os) da educação com deficiência e representa um marco histórico na entidade, que reafirma o seu compromisso com a inclusão e a defesa de direitos.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Rio Grande do Sul tem 772 mil PCDs, o que corresponde a 7,2% da população total do estado. Nas escolas, a realidade dessa população ainda é de exclusão. De acordo com pesquisa promovida pelo Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do Sindicato em 2023, 32,7% dessas(es) trabalhadoras(es) não contam com a garantia de acessibilidade em suas escolas, refletindo um cenário cotidiano de dificuldades e discriminação.
O encontro, realizado na sede do Núcleo, em Santiago, reuniu a coordenadora do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), Vera Lessês, e o diretor, Leandro Wesz Parise. Durante a atividade, foram debatidos os principais desafios enfrentados diariamente pelas(os) profissionais da educação a partir de um texto proposto pela diretora.

O lançamento do Coletivo representa, segundo Vera, um passo fundamental para mapear e identificar as(os) trabalhadoras(es) com deficiência na rede estadual de educação, além de promover o debate para entender se essas(es) profissionais estão sendo acolhidas(os), respeitadas(os) e incluídas(os) no ambiente de trabalho de maneira integral, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão. “A partir da criação desse coletivo, vamos poder observar se as políticas existentes vêm sendo implementadas e avançar na construção de um sistema educacional que respeite a diversidade”, argumentou ela.
O Coletivo Regional de Pessoas com Deficiência de Santiago será um espaço permanente de escuta, articulação e mobilização, em sintonia com o Coletivo Estadual recém-criado. A expectativa é que, a partir dessa primeira experiência, novas regionais avancem na organização de seus próprios núcleos, ampliando a luta em todo o estado por uma educação pública de qualidade, acessível e inclusiva.





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