Vamos pressionar os deputados para que digam não aos projetos que nos penalizam


O governo Sartori deve formalizar nesta quinta-feira (25) a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa para votar, nos dias 29, 30 e 31, os projetos relativos à reestruturação do IPE (através do PLC 206, PLC 207, PL 211 e PL 212) e do PLC – 249, que visa autorizar o Rio Grande do Sul a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, além de outros projetos que integram o pacote de maldades de Sartori. O CPERS convoca a todos (as) educadores e educadoras a participarem da vigília na Praça da Matriz, junto aos demais servidores, a partir das 9 horas.
No final de dezembro do ano passado, o governo tentou votar a adesão ao RRF na Assembleia Legislativa. No entanto, quando verificou que não conseguiria os votos necessários, a base do governo decidiu não colocar o projeto em votação. Além da adesão ao RRF, o governo terá que colocar em votação as PECs que autorizam o governo a vender as estatais, entre elas a CEE, sem a necessidade de realização de plebiscito. Essa é uma das contrapartidas exigidas pela União para a adesão do Estado ao regime de Recuperação Fiscal.
Em todos os seus discursos, o governo Sartori/MDB vem insistindo no argumento de que a adesão ao RRF é a única saída para a crise financeira do Estado. No entanto, as pesadas contrapartidas com efeitos por mais de 20 anos, como o congelamento dos salários dos servidores, a proibição de novos investimentos e a rolagem da dívida, o que a tornará literalmente impagável, vão comprometer o futuro do RS de forma irremediável.
Sobre os projetos que, segundo o governo, visam reestruturar o IPE, e preciso atentar para a verdadeira intenção de Sartori: a de privatizar os serviços do IPE Saúde e aumentar a contribuição dos servidores. Se os projetos forem aprovados haverá, por exemplo, diferença na taxa de quem é solteiro e de quem é casado, os futuros (as) pensionistas pagarão o dobro do atual percentual para terem o IPE Saúde e haverá a implementação da cooparticipação progressiva em até 40% para consultas em exames complementares, serviços e procedimentos.
Todos os dias, durante a vigília, professores e funcionários de escola visitarão os gabinetes dos deputados pressionando para que rejeitem estes projetos, que prejudicam de forma brutal os educadores e a população gaúcha.

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