Pela paz na América Latina: CPERS se soma à CUT em defesa da soberania da Venezuela


O CPERS repudia com veemência os atos de agressão e ingerência externa contra a Venezuela, ocorridos neste sábado (3). Trata-se de uma grave violação da soberania de um povo irmão e de uma ameaça à paz e à democracia na América Latina.

O Sindicato reafirma sua solidariedade à classe trabalhadora venezuelana e soma-se à CUT na denúncia de toda forma de intervenção imperialista, sanções econômicas e violência que atingem diretamente os povos e seus direitos. A luta por educação pública, democracia e justiça social é inseparável da defesa da soberania dos povos.

Confira, abaixo, a Nota de Repúdio da CUT Brasil, que expressa esse posicionamento coletivo em defesa da paz e da autodeterminação da Venezuela.

NOTA DE REPÚDIO: EM DEFESA DA SOBERANIA DA VENEZUELA E DA PAZ NA AMÉRICA LATINA

A Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), maior organização sindical da América Latina, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio aos graves episódios de agressão externa ocorridos neste dia 3 de janeiro de 2026 contra a República Bolivariana da Venezuela.

Tais acontecimentos não representam apenas um ataque a uma nação soberana, mas uma afronta direta à estabilidade democrática de toda a nossa região e aos princípios fundamentais do Direito Internacional. A tentativa de imposição de força e a violação da integridade territorial venezuelana são práticas imperialistas que não possuem lugar no século XXI.

Diante da gravidade dos fatos, a CUT reafirma:

1. Solidariedade de Classe: Expressamos nosso total apoio à classe trabalhadora venezuelana, que é sempre a mais atingida por bloqueios, sanções e intervenções militares que desestabilizam a economia, destroem postos de trabalho e precarizam a vida.

2. Defesa da Autodeterminação: Reiteramos que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo, sem ingerências externas, pressões militares ou coerções econômicas que ferem a Carta das Nações Unidas e a Carta da OEA.

3. Justiça Social e Soberania: Para a CUT, não existe defesa de direitos trabalhistas sem a defesa da soberania nacional. A classe trabalhadora brasileira se coloca em prontidão contra qualquer tentativa de transformar o continente em palco de conflitos geopolíticos que servem apenas a interesses alheios ao bem-estar dos nossos povos.

4. Defesa dos Direitos Humanos: Exigimos a libertação imediata do Presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores sequestrados em sua residência por militares norte-americanos.

Não aceitaremos que a força se sobreponha ao diálogo e que a soberania de um povo irmão seja atropelada. A luta por democracia, paz e justiça social é internacional e indivisível.

Pela paz na Venezuela! Pela soberania dos povos da América Latina!

São Paulo, 03 de janeiro de 2026.

Sergio Nobre
Presidente da CUT Brasil

Antonio Lisboa
Secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil

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