Ministério da Educação divulga estudo sobre violência nas escolas


O relatório “Ataque às escolas no Brasil: análise do fenômeno e recomendações para a ação governamental”, construído por um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), foi publicado pelo Ministério da Educação, nesta segunda-feira (6). Fruto de 2.108 colaborações, o estudo reúne dados, causas e sugestões de ações para enfrentar a violência no ambiente escolar. 

Segundo o documento, 36 ataques ocorreram no país desde 2002, o que resultou na morte de 49 pessoas e 115 feridos. Somente neste ano, 16 ocorrências já foram contabilizadas, mais que o dobro do ano passado. Entre as motivações apuradas pelo texto, destacam-se o cyberbullying e a falta de controle dos discursos de ódio, ambos fatores exponenciados pelas mídias digitais, além da falta de formação dos educadores(as) para lidar com esse cenário e de problemáticas pedagógicas, como a falta de acolhimento nas escolas e a cobrança por resultados. 

Doze ações emergenciais para prevenir os ataques, a serem desenvolvidas pelo Estado, e uma série de propostas de enfrentamento foram listadas no relatório. 

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Até ser apreciado pelo presidente Lula (PT), o documento passará antes por ajustes finais e pela avaliação de entidades de classe. Para o CPERS, a análise realizada pelo GTI traz diversos apontamentos já discutidos pelo Sindicato e apresenta uma sistematização consistente para a elaboração de uma Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência Extrema nas Escolas (Enave).

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