Fórum das Centrais Sindicais cobra reunião urgente com governador Ranolfo pelo reajuste do Salário Mínimo do RS


O Fórum das Centrais Sindicais encaminhou um ofício ao secretário-chefe da Casa Civil do governo, Artur Lemos Junior, solicitando uma reunião de emergência com o governador Ranolfo Vieira Junior (PSDB) para que seja enviado com urgência o Projeto de Lei para o reajuste do Salário Mínimo do Rio Grande do Sul.

As centrais reivindicam 15,58% de reajuste. Trata-se da inflação acumulada do mês de fevereiro mais os 4,5% que não foram repassados no reajuste anterior.

Segundo o documento entregue, “o viés ideológico com que parcela do setor empresarial intransigente trata esse tema não é nenhuma surpresa. Trata-se apenas do velho discurso de que o estado não deve intervir nas relações entre capital e trabalho. Esquecem eles que, neste caso, se não houver um arbitramento do estado, milhares de trabalhadores e trabalhadoras permanecerão com seus salários congelados, diante de uma inflação galopante que corrói cotidianamente o poder de compra destes assalariados.”

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/ RS), Guiomar Vidor, que assina o pedido em nome do Fórum das Centrais Sindicais, ressalta que é preciso resolver logo o reajuste porque as pessoas estão passando fome, estão sem reajuste desde fevereiro deste ano, aguardando uma posição do governo. “Não é nenhuma novidade que a inflação galopante vem corroendo a renda das famílias trabalhadoras, por isso a uma urgência na resolução desse assunto”, completou.

 

Reajuste impacta no salário dos funcionários de escola

 

O Salário Mínimo Regional atinge justamente as categorias de trabalhadores mais frágeis, como as domésticas, moto-boys, entre outros. São mais de 1,5 milhão de trabalhadoras e trabalhadores que dependem deste reajuste.

Na educação, mais de 12 mil funcionários(as) de escola recebem o salário base de R$ 620,75 e mais o completivo para chegar ao valor do mínimo regional. Ao apresentar um reajuste que sequer considera o aumento da inflação, o governo arrocha ainda mais o salário destes profissionais, que se encontram sobrecarregados.

“Por conta de uma indecente política salarial de arrocho, nossos colegas funcionários de escola vivem uma situação de miserabilidade aguda e vergonhosa.  Além de prestarmos solidariedade às demais categorias e fortalecer a união de trabalhadores e trabalhadoras, a luta pelo reajuste do salário mínimo regional representa concretamente a possibilidade de ganho salarial a um percentual expressivo do segmento de funcionários”, destaca o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

“O governo Ranolfo/Leite, dando continuidade à política de Sartori, deve aos trabalhadores, por isso nós do CPERS temos dito que é preciso fazer a luta nas escolas, nas ruas e nas urnas, elegendo governos e parlamentos comprometidos com o povo, com os direitos e com o desenvolvimento”, acrescenta.

 

LEIA AQUI A CARTA COM A SOLICITAÇÃO

 

Fonte: CTB

 

Notícias relacionadas