Forte paralisação marca luta dos(as) educadores(as) gaúchos por respeito e salário em dia


O Rio Grande do Sul amanheceu com centenas de escolas estaduais fechadas nesta quinta-feira (2). Milhares de educadores(as) cruzaram os braços em protesto pelo 41º mês de salários atrasados e quase cinco anos sem reposição da inflação.

Ao menos um núcleo do CPERS registrou adesão de 100% das escolas e seus trabalhadores(as): Cerro Largo. Em outros, como Santo Ângelo, Santiago, Rio Grande e Santana do Livramento – todas com cerca 90% de de paralisação total ou parcial -, Camaquã (80%), Bagé (60%)  e Erechim – com 47 escolas paralisadas -, mais de metade das instituições escolares fecharam as portas.

Em Porto Alegre, ao menos 50 escolas permaneceram sem aulas. Estima-se que em torno de 70% da categoria cruzou os braços em todo o estado.

.

Pela manhã, na capital, educadores(as) realizaram um ato em frente ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos, além de distribuir materiais sobre a pauta salarial e contra a Reforma da Previdência na esquina da João Pessoa.

“Esses dias de paralisação são necessários para que a comunidade tome conhecimento do que está acontecendo nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul”, comentou a professora de Geografia do Julinho, Rosieli Melgarejo. “A gente tem falta de professores, faltam funcionários e, de um modo geral, passamos por muita dificuldade financeira. O governo só se preocupa com os alunos quando paramos, mas precisamos parar para dizer que estamos cobrindo essas faltas e mantendo a escola funcionando em todos os outros dias”, avalia.

Por deliberação da Assembleia Geral do CPERS, realizada em 12 de abril, a categoria vai cruzar os braços no primeiro dia útil de cada mês em que o governo atrasar ou parcelar a folha. Após a paralisação, educadores(as) devem realizar um dia de períodos reduzidos para dialogar com a comunidade escolar.

“É uma paralisação forte porque estamos todos no mesmo barco, nesta situação de miserabilidade, nesta falta de respeito, nestes cinco anos de arrocho salarial. Precisamos de salário em dia, reposição e concurso público para sobreviver e ter condições de trabalhar com qualidade. A educação não pode mais esperar”, explica Daniel Damiani, da direção estadual do CPERS.

A categoria também realizou atos regionais para debater a situação da escola pública em diversos núcleos. Nas instituições, ruas e praças, educadores(as) organizaram mateadas, exposição de contracheques e caminhadas.

Confira imagens das mobilizações locais


Alegrete


Bagé

Bento Gonçalves


Cachoeira do Sul

Camaquã


Canoas

Caxias do Sul


Encruzilhada do Sul


Erechim


Farroupilha


Ijuí


Liberato Salzano

 

Manoel Viana


Osório


Palmeira das Missões

Paraíso do Sul


Porto Alegre

Rio Grande

 

Rosário do Sul

Santa Cruz do Sul

Santa Rosa

Santiago

São Leopoldo


São Luiz Gonzaga

 

Soledade


Taquari


Trindade do Sul


Uruguaiana

 

 

Notícias relacionadas