CPERS leva solidariedade ao Instituto Estadual Assis Chateaubriand, em Charqueadas


Na manhã desta quarta-feira (4), representes da direção central estiveram no Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand, em Charqueadas, para verificar como está a comunidade escolar após o triste episódio do dia 21 de agosto, quando um ex-aluno atacou estudantes e educadores(as) com uma machadinha.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e a coordenadora do Departamento Administrativo, Sandra Terezinha Regio, que acompanham o desenrolar dos fatos desde o início, levaram apoio e solidariedade à comunidade.

Todos os feridos no episódio já retomaram a normalidade de suas rotinas, com exceção de um aluno que está se recuperando de uma lesão na clavícula.

Mesmo após semanas do ocorrido, o sentimento de professores(as), funcionários(as) e estudantes  é de insegurança.

A diretora da escola, Cristina Flores de Paula, conta que depois do episódio, a comunidade e os estudantes estão mais unidos. “Nossos estudantes estão em uma grande sintonia. Um cuidando do outro, com uma preocupação constante. E a comunidade escolar demonstra um carinho muito grande. Fomos bem acolhidos, recebemos presentes. Temos alguns psicólogos da comunidade que estão sempre aqui conosco. Um cuidado realmente especial”, conclui.

A escola já tem uma estrutura de segurança com câmeras e porta eletrônica. Os investimos foram feitos com a verba de autonomia da escola.  “O que precisamos são de pessoas para nos ajudar nesse controle, que é um monitor que já solicitamos para a 12ª CRE”, observa a diretora.

Uma viatura da Brigada Militar fica posicionada o dia todo em frente à escola. “Essa foi uma decisão do comandante da BM local, até que venha o brigadiano aposentado que deve ser encaminhado pelo governo para fazer a segurança da escola. A secretaria de educação nos garantiu que logo este profissional estará aqui, que faltam apenas questões burocráticas”, afirmou.

Ela relata também que nesta terça-feira foi realizada uma reunião com a equipe diretiva sobre algumas fragilidades da escola, a segurança e o que precisa melhorar. “Amanhã temos reunião com os professores para determinamos mais algumas regras de convivência e logo teremos uma assembleia com os pais, onde colocaremos todos os detalhes que precisamos reforçar”, afirma a diretora sobre as demais iniciativas quanto à segurança da escola.

Atualmente, a instituição está com falta de profissional especializado para a biblioteca e um monitor para a pátio, o qual ajudaria com as questões de segurança do local.

Conversa expõe o descaso com a escola pública

Sandra e Edson conversaram com os(as) educadores(as) durante o intervalo das aulas sobre os ataques dos governos de Eduardo Leite e Bolsonaro. Cortes nas verbas da educação pública, educadores sem reajuste salarial há cinco anos, salários atrasados e parcelados e fechamento de turmas e escolas foram alguns dos pontos abordados.

“É o desmonte nacional da educação pública o que está ocorrendo atualmente”, destacou Edson.

Devido à pressão exercida pelos educadores(as) contratados(as), que realizaram um forte ato na manhã de ontem, em frente ao Palácio Piratini, o secretário de educação, Faisal Karam, divulgou um vídeo em que assumiu o compromisso de não demitir os(as) contratados(as) no final do ano. “Estamos esperando que oficializem realmente o que o secretário falou. Só acreditamos vendo”, ressaltou Edson.

“Estamos em um momento nunca vivido e nunca visto, de ataques constantes à educação pública e a nós, educadores. Por isso, precisamos de toda a categoria unida. Precisamos da força de cada educador e educadora na luta”, ressalta a diretora Sandra.

Convite para participação na 4ª Mostra Pedagógica do CPERS

Na ocasião, os diretores do Sindicato aproveitaram para convidar os(as) professores(as) para participarem da 4º Mostra Pedagógica do CPERS. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do Sindicato com até cinco dias de antecedência ao evento. Os 42 núcleos da entidade realizarão mostras regionais, a partir do próximo dia 10.

“O objetivo da Mostra é valorizar a escola pública. As coisas ruins nós já sabemos. Queremos é mostrar as coisas boas, os trabalhos que produzimos no chão da escola”, declarou.

 

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