Conselho Geral do CPERS defende lockdown e auxílio emergencial para todos os trabalhadores


Em face da situação dramática vivenciada pelos gaúchos e o conjunto do povo brasileiro, com o Rio Grande do Sul como epicentro global da pandemia, o último Conselho Geral do CPERS deliberou por exigir um lockdown de 21 dias para conter o caos, bem como a concessão de auxílio emergencial para todos que tenham necessidade no valor mínimo de R$ 600.

Os conselheiros reuniram-se no dia 12 de março, aprovando esta deliberação e a luta pela vacinação ampla e irrestrita, bem como a manutenção do trabalho remoto neste período.

Outro conjunto de propostas, proveniente dos núcleos do CPERS, foi analisado e ratifiado pela Direção Central na última segunda-feira (15).

Entre elas, haverá um buzinaço pela vida no dia 24 de março em frente à Seduc e às CREs, em defesa da vacinação e contra a Reforma Administrativa. Em Porto Alegre, a atividade será encerrada em frente ao Piratini, pressionando pela imunização dos educadores(as).

Outras propostas aprovadas incluem a exigência de fornecimento imediato dos chromebooks e acesso à Internet para assegurar as aulas remotas e assembleias onlines nas comunidades escolares para debater como se dará o retorno presencial, entre outras.

Confira a íntegra das deliberações abaixo:

PROPOSTAS APROVADAS NO CONSELHO GERAL

  1. Manter o trabalho/ensino remoto como solução de compromisso para enfrentar o quadro pandêmico e pedagógico. Luta de “Vacina para Todos” com a inclusão dos educadores/as(professores/as e funcionários/as) como grupo prioritário. Portanto, não reiniciar as aulas presenciais, enquanto não tiver vacinação. Necessidade de testagem constante com estudantes, rastreamento e isolamento de contaminados, quando for o caso;
  2. Exigir do Governo o lockdown de 21 dias como medida para contenção da situação caótica e de agravamento da pandemia, bem como defesa de auxílio emergencial para todos;

PROPOSTAS APROVADAS PELA DIREÇÃO RECEBIDAS DOS NÚCLEOS

  1. Realizar buzinaço, no dia 24 de março, em frente a SEDUC e as CREs, pressionando pela vacinação e Contra a Reforma Administrativa, seguindo o calendário da CNTE. Em Porto Alegre a atividade será encerrada em frente ao Palácio Piratini para pressionar para a vacinação dos trabalhadores/as em educação;
  2. Exigir que o Estado forneça imediatamente os chromebooks e internet para garantir as aulas remotas;
  3. Elaborar um dossiê para divulgação aos Sindicatos e Centrais Sindicais, em conjunto com a Frente  dos Servidores Públicos do RS, sobre os ataques de Eduardo Leite ao serviço público e a seus servidores;
  4. Exigir do Governo do Estado uma explicação mais ágil e clara em relação aos descontos nos contracheques;
  5. Estimular a realização de Assembleias on-line das comunidades escolares para que as próprias definam como será o retorno presencial, com base na Lei da Gestão Democrática;
  6. Criar Comitês, por núcleo, em “Defesa da Vida”; “Vacinas Já” e “Auxílio Emergencial”, articulados com outros Sindicatos;
  7. Fazer levantamento, junto aos Núcleos, em relação a implantação das escolas cívico-militares e abrir amplo debate em Seminários, Grupos de Discussão, etc…
  8. Promover Campanha de mídia mostrando a situação de precariedade infraestrutural das escolas, a falta de recursos e denunciando os ataques do Governo;
  9. Cobrar do Governo a liberação dos recursos da merenda escolar e com estes viabilizar a compra e entrega de cestas básicas aos alunos/as;
  10. Encaminhar ofício aos núcleos, orientando-os para que cobrem das CREs isonomia aos funcionários/as quanto a não realização de plantões presenciais;
  11. Lutar por uma internet gratuita e ilimitada a todas as comunidades escolares e a restituição dos valores gastos pelos educadores/as com internet, energia elétrica, aquisição e manutenção de ferramentas tecnológicas até o momento;
  12. Exigir a suspensão do pagamento da dívida pública e canalizar estes recursos para o pagamento do auxílio emergencial;
  13. Moção de Repúdio ao colunista Omar Luz, Jornal O Momento, de Osório, pela coluna publicada no dia 26 de fevereiro que ataca os professores/as;
  14. Moção pela quebra das patentes das vacinas para a Covid-19: exigimos que as patentes médicas para vacinas e medicamentos para Covid-19 não se apliquem. Repudiamos a gestão irresponsável da indústria farmacêutica privada e o fracasso das empresas multinacionais de distribuição de vacinas em sua busca pelo lucro com a pandemia. Deve ser coordenado um plano emergencial para a produção e distribuição em massa de vacinas gratuitas para todos os países do mundo.

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