Um dos momentos de debates mais importantes para o cenário da educação brasileira está prestes a acontecer, entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro. Será durante a Conferência Nacional de Educação (Conae 2024) que os principais subsídios para construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2024-2034) surgirão, colaborando para formular as diretrizes, metas e estratégias educacionais da próxima década.

Alimentando as expectativas da construção de uma política educacional alinhada às necessidades do país, a edição será marcada pelo fortalecimento da democracia nas principais discussões para a sociedade.

“Na Conae, teremos uma participação e uma representação muito diversa de todos os setores da sociedade brasileira. Isso é a retomada do processo democrático. Toda a sociedade está representada dentro desta conferência”, enfatiza a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade.

Neste aspecto, ela destaca o trabalho de mobilização feito pelo Fórum Nacional de Educação (FNE), que garantirá a participação de delegações qualificadas para o enriquecimento dos debates. O presidente da CNTE e coordenador do FNE, Heleno Araújo é quem coordena a Conae.

“O nosso foco é construir um PNE que, de fato, garanta o direito à educação, que corresponda às expectativas da demanda educacional do país, mas que também seja articulado a um projeto de nação, já que esse é um fator extremamente implicado no projeto educacional”, aponta.

Educação e trabalho de qualidade

Um dos pilares a serem reforçados pela CNTE na Conae é a defesa do acesso e trajetória integral do povo à educação. Segundo explica Guelda, isso começa desde a garantia das creches às crianças, passando por uma educação básica de qualidade, e pela possibilidade de cursar um ensino superior e pós-graduações. “A garantia desse direito também é garantir uma nação soberana, um povo soberano”, salienta.

Entretanto, ela enfatiza a importância da valorização dos trabalhadores nesse processo, permitindo o ingresso, permanência e conclusão do ciclo educacional por todos. “Nós precisamos garantir também a valorização profissional, quando a gente pensa na qualidade da educação que será ofertada para essa criança”, comenta.

Além da remuneração adequada, o piso salarial para os profissionais e as condições de trabalho para os mesmos são destacados por ela como parte desse processo.

“É preciso pensar também nas condições de trabalho que envolvem a estrutura física, o planejamento coletivo e uma comunidade pedagógica ancorada nos pilares freirianos. Acredito que só a partir disso que, de fato, conseguiremos garantir o direito à educação de qualidade e formação humana”, diz.

Eixos

Nesta edição, a Conferência traz como tema “PNE 2024-2034: Política de Estado para garantia da Educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.

O objetivo é que os debates também sirvam para a reflexão sobre saídas para o fortalecer o desenvolvimento socioambiental e sustentável do planeta por meio da educação.

“É fundamental, e esse debate democrático ajuda nessa construção, pois pode promover uma discussão mais coerente com foco no desenvolvimento e na sustentabilidade do meio ambiente”, comenta Guelda.

Os debates serão desdobrados com base em sete eixos, para a formulação de problemas, causas, objetivos, diretrizes, metas e estratégias para a construção do PNE. Posteriormente, os resultados serão consolidados no documento referência construído pelo FNE.

  • Eixo I – O PNE como articulador do Sistema Nacional de Educação (SNE), sua vinculação aos planos decenais estaduais, distrital e municipais de educação, em prol das ações integradas e intersetoriais, em regime de colaboração interfederativa;
  • Eixo II – A garantia do direito de todas as pessoas à educação de qualidade social, com acesso, permanência e conclusão, em todos os níveis, etapas e modalidades, nos diferentes contextos e territórios;
  • Eixo III – Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social na garantia do Direito à Educação para todos e combate às diferentes e novas formas de desigualdade, discriminação e violência;
  • Eixo IV – Gestão Democrática e educação de qualidade: regulamentação, monitoramento, avaliação, órgãos e mecanismos de controle e participação social nos processos e espaços de decisão;
  • Eixo V – Valorização de profissionais da educação: garantia do direito à formação inicial e continuada de qualidade, ao piso salarial e carreira, e às condições para o exercício da profissão e saúde;
  • Eixo VI – Financiamento público da educação pública, com controle social e garantia das condições adequadas para a qualidade social da educação, visando à democratização do acesso e da permanência;
  • Eixo VII – Educação comprometida com a justiça social, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento socioambiental sustentável para a garantia da vida com qualidade no planeta e o enfrentamento das desigualdades e da pobreza.

Fonte: CNTE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que cria o Programa Pé-de-Meia, um incentivo educacional para estudantes do Ensino Médio na rede pública, na última terça-feira (16). A legislação foi publicada nesta quarta (17), no Diário Oficial da União (DOU), e tem como objetivo reduzir as taxas de retenção e evasão escolar. O texto já define quem poderá se beneficiar do incentivo, além da forma de financiamento, como e quando os valores poderão ser usados.

Inicialmente, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que iria investir R$ 20 bilhões no programa. Apesar dos detalhamentos sobre valores ainda não terem sido regulamentados, estima-se que o auxílio será de cerca de R$ 200 reais mensais, a serem pagos a partir da efetivação da matrícula dos estudantes. O perfil dos alunos que podem participar do programa já foi definido e é voltado principalmente para critérios que envolvem educação e renda.

Para alunos do ensino regular, os estudantes devem estar efetivamente matriculados no início de cada ano letivo do Ensino Médio nas redes públicas, pertencer a uma família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), ter frequência escolar mínima de 80% do total de horas, concluir o ano com aprovação, participar de exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da avaliação externa de estados e Distrito Federal, para o Ensino Médio, e, por fim, participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último ano do Ensino Médio.

Já para alunos(as) inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é preciso ter idade entre 19 e 24 anos, pertencer a uma família inscrita no CadÚnico, participar do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, estudantes de famílias com renda per capita mensal igual ou inferiores a R$ 218 serão priorizados no programa. Casos de famílias compostas por somente uma pessoas, a poupança não poderá ser acumulada com o recebimento dos Benefícios de Renda de Cidadania, Complementar, Primeira Infância, Variável Familiar e Extraordinário de Transição.

Portanto, o perfil dos beneficiários são jovens de baixa renda matriculados nas redes públicas. O MEC revela que a evasão no Ensino Médio chega a 16% e que o primeiro ano é o período com maior registro de evasão, abandono e reprovação de estudantes.

Esses recursos serão depositados em uma conta pertencente ao estudante beneficiário, de natureza pessoal e intransferível, que poderá ser poupança social digital. Esses valores não entram no cálculo para declaração de renda familiar e recebimento de outros benefícios. Os estudantes do ensino regular, beneficiários do programa, poderão realizar saques, a qualquer momento, nos três anos do Ensino Médio, apenas do percentual relativo à manutenção dos estudos, desde de que cumpram as exigências de matrícula e frequência. Esses valores, deverão ser depositados pelo gestor do fundo, ao menos nove vezes por ano.

Enquanto isso, os depósitos relativos à participação nas avaliações e no Enem, só poderão ser sacados depois que o estudante receber o certificado do Ensino Médio. Parte dos recursos depositados poderá ser aplicada pelo estudante em títulos públicos federais ou valores mobiliários, principalmente os voltados para financiar a Educação Superior. Estados, Distrito Federal e municípios colaborarão com informações sobre matrícula e frequência dos alunos.

*Com informações da Agência Brasil.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou integralmente o Projeto de Lei nº 88/2018, que estabelece diretrizes para a valorização dos profissionais da educação escolar básica pública. A assinatura ocorreu nesta terça-feira (16), e a oficialização do ato foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta (17).

A legislação garante planos de carreira, com admissão por meio de concurso público de prova e títulos, para os profissionais que atuam como professores ou desempenham funções de suporte pedagógico à docência, como direção e administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacionais. Além disso, as diretrizes abrangem as funções de suporte técnico e administrativo que exigem formação técnica ou superior em áreas pedagógicas ou afins.

PLANOS DE CARREIRA – No que diz respeito aos planos de carreira, a lei estabelece requisitos de admissão e critérios para a sua estruturação, abrangendo progressão, composição salarial, carga horária, férias anuais e requisitos para o desempenho de funções.

FORMAÇÃO CONTINUADA– A legislação aborda ainda as características de um programa permanente de formação continuada, delineado por um planejamento plurianual, acessível a todos(as) e com padrões de qualidade vinculados à escola e instituições formadoras.

CONDIÇÕES DE TRABALHO – O texto delibera ainda sobre as condições de trabalho, incluindo a adequação do número de alunos(as) por sala, a quantidade de turmas compatíveis com a carga horária e atividades extracurriculares, a disponibilidade de recursos didáticos essenciais, a garantia de salubridade e segurança, bem como o suporte para o transporte escolar entre o domicílio e o local de trabalho, quando necessário e sem prejuízo para os estudantes.

A aprovação pelo presidente Lula (PT) destaca uma das prioridades do Governo Federal: o estímulo à valorização dos profissionais da educação, crucial para aprimorar a qualidade do ensino básico público no país, refletindo diretamente nas condições de trabalho e na qualidade de vida não apenas da comunidade escolar, mas de toda a população brasileira.

*Foto de capa: Carla Daniel/Reuters

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Funcionários(as) de escolas da educação básica pública poderão responder o levantamento sobre o programa Profuncionário até dia 2 de fevereiro de 2024. Segundo a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE e integrante do Grupo de trabalho do Ministério da Educação (MEC) sobre o programa, Guelda Andrade, o objetivo é que mais pessoas tenham a oportunidade de responder. A decisão foi estabelecida nesta segunda-feira, 15, durante a quinta reunião do GT.

“Decidimos estender o período de respostas da pesquisa até o dia 2 de fevereiro para alguns estados que ainda tiveram baixa participação, e também oportunizar aqueles que, por algum motivo, não tiveram acesso ao formulário”, enfatiza.

O objetivo é contabilizar o número de trabalhadores que estão ativos nas escolas do país que demandam formação em cursos técnicos de nível médio. Os resultados serão utilizados pelo MEC para a retomada de cursos de formação para esses profissionais ainda em 2024.

> CLIQUE AQUI PARA RESPONDER O QUESTIONÁRIO.

Progressos nos trabalhos 

Outro destaque diz respeito ao empenho da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) para a atualização dos módulos do programa. Cerca de R$ 2 milhões foram investidos pelo setor para garantir a reestruturação e a melhoria da qualificação nos materiais do curso.

“O recurso foi destinado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), responsável pelo que for necessário para atualização dos módulos do profuncionário, permitindo que a gente inicie essa formação o mais breve possível”, explica Guelda.

Segundo ela, ainda ficou estabelecido ao IFB a apresentação do cronograma do trabalho para a revisão e atualização do material na próxima reunião do GT, em 5 de fevereiro.

“Um ponto importante é que avançamos na estrutura do sumário do relatório que nós vamos entregar ao ministro Camilo Santana. Esse será composto de um breve histórico da profissionalização, das bases legais, dados estatísticos apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os dados que conseguimos coletar até então, sobre a concepção de educador e do profuncionário, além das propostas e desafio”, conta.

A intenção é reunir o que há de propostas até o momento para a melhoria do programa e o desafio dentro dessa formação dos funcionários de escola, considerando também os cursos superiores específicos para os trabalhadores.

“Temos que pensar na ampliação desse debate, mais precisamente, para que a capacitação seja uma política de estado sólida, de forma que todos os funcionários de escola tenham a profissionalização e cursos específicos para cada área, e não seja apenas um programa de formação”, reitera.

Fonte: CNTE

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Estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2023 poderão consultar os resultados individuais nesta terça-feira (16). O resultado pode ser acessado a partir da “Página do Participante” com login único da plataforma gov.br. Ao todo, mais de 3,9 milhões de pessoas participaram do certame.

A divulgação ocorreu após uma entrevista coletiva do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep.

>> Confira a transmissão:

O exame, além de avaliar o desempenho escolar dos(as) estudantes ao término da educação básica, é a principal entrada para a educação superior no Brasil, a partir do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Vale destacar que os resultados também são utilizados como critério único ou complementar em processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Já para “treineiros”, estudantes que participaram do exame em busca de autoavaliação e sem concorrer às vagas, as notas serão divulgadas em março.

Fonte: APP Sindicato

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Desde 1991, ano em que o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) adotou as cinco categorias raciais – pretos, pardos, indígenas, amarelos e brancos – o Censo revela que, pela primeira vez, o percentual de pessoas autodeclaradas pardas supera o percentual de pessoas brancas. Realizado em 2022, o estudo mostrou que 45,3% dos brasileiros se reconhecem como pardos e 10,2% como pretos.

A mudança na percepção étnico-racial dos indivíduos está fortemente vinculada à possibilidade da população nacional reconectar-se com sua ancestralidade e encontrar espaços de conscientização racial. Iniciativas nesse sentido, como o Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, criado em 2015 e coordenado pelo 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, contribuem para o distanciamento de referenciais históricos construídos pela branquitude escravocrata, empoderando a comunidade negra.

“O aumento do percentual de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas no Brasil retrata que uma população miscigenada, por essência, está se reconhecendo e se orgulhando disso”, explica Edson.

No ano passado, o Coletivo Estadual esteve presente no Julho das Pretas Unificado, que reverenciou o legado das mulheres negras gaúchas, e lançou a campanha “Povo Traído, Povo Escravizado” junto ao Movimento Quilombista Brasileiro. A iniciativa se propôs a questionar os erros históricos em símbolos do Rio Grande do Sul, realizando uma série de atividades de formação e de celebração ao longo do Novembro Antirracista. 

“Certamente contribuímos para o resultado do Censo, pois acompanhamos de forma aprofundada professoras, funcionárias e alunos das escolas públicas estaduais que reconhecem a sua origem ancestral e desenvolvem, cada dia mais, suas consciências e o debate antirracista”, ressalta o professor Edson. 

Seguindo as diretrizes do Coletivo Estadual, os núcleos do CPERS têm inaugurado seus coletivos regionais para acelerar a tomada de ações antirracistas. Até agora, Osório (13º), Santa Maria (2º), Pelotas (24º) e Rio Grande (6º) já contam oficialmente com suas representações locais. 

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O presidente Lula (PT) sancionou a lei que estabelece o bullying e o cyberbullying como crimes. A medida foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (15).

A proposta modifica o Código Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e torna mais rigorosas as penalidades para crimes contra essa população.

Uma das mudanças amplia em dois terços a punição por crime de homicídio contra menor de 14 anos em instituições de ensino. Também haverá exigência de certidões de antecedentes criminais de colaboradores que trabalhem em locais onde são desenvolvidas atividades com crianças e adolescentes.

O texto estabelece ainda em cinco anos de prisão a penalidade para responsáveis por comunidade ou rede virtual, onde seja induzido suicídio ou automutilação de menor de 18 anos ou de pessoa com capacidade reduzida de resistência. Esse tipo de prática, assim como sequestro, cárcere privado e tráfico de crianças e adolescentes, foi tipificada como crime hediondo.

Responsáveis pela transmissão ou exibição de conteúdos pornográficos com crianças e adolescentes também passam a ser penalizados, da mesma forma que os produtores desse tipo de conteúdo, com reclusão de quatro a oito anos, além da aplicação de multa.

O texto estabelece ainda pena de dois a quatro anos de prisão para o crime de não comunicação de desaparecimento de criança ou adolescente, de forma intencional. As mudanças têm efeito imediato e passam a valer com a publicação de lei.

Com a alteração da lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), será penalizado o responsável que deixar de comunicar o desaparecimento de uma criança, com pena de até quatro anos de prisão. Em outro trecho, a legislação também prevê a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.

A medida determina a obrigatoriedade de capacitação continuada de todos os agentes públicos que atuam com crianças e adolescentes em situação de violência sexual. A política será detalhada em um plano nacional, e reavaliada a cada dez anos.

A nova lei também eleva o status de crimes hediondos para algumas condutas previstas no ECA. Isso significa que os acusados não podem pagar fiança, ter a pena perdoada ou receber liberdade provisória. Entre as condutas incluídas nessa categoria estão:

  • instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação realizados por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitidos em tempo real;
  • sequestro e cárcere privado contra menores de 18 anos;
  • tráfico de pessoas cometido contra criança ou adolescente.

A sanção presidencial representa uma importante inovação legislativa, alinhada aos princípios da Constituição de 88. Além disso, destaca o compromisso do governo Lula (PT) na criação de políticas públicas e estratégias para prevenir, combater e punir casos de violência escolar e virtual.

O enfoque também se estende à promoção da conscientização nas escolas e na sociedade sobre os impactos negativos do bullying e do cyberbullying, incentivando a denúncia, impondo penalidades aos infratores e proporcionando suporte às vítimas.

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Um estímulo à construção do senso crítico dos estudantes. Esse foi o trabalho desenvolvido pela professora de história, Vitória Nicolini Nunes, 31, no projeto “O Brasil que Jean-Baptiste Debret Viu X o Brasil que Nós Vemos”. Em uma análise sobre o legado da escravidão no país, a iniciativa da educadora tem movimentado seus alunos para uma nova percepção da sociedade em que vivem. Os bons resultados alcançados levaram o projeto a vencer o concurso “Juventude que Muda a Educação Pública”, da CNTE, pela região Sul.

Há quase cinco anos, a professora de história leciona na Escola Estadual de Ensino Fundamental Rodolfo von Ihering, em Taquara, Rio Grande do Sul. Mas em setembro de 2023, decidiu apostar em um experimento que aprofundasse melhor as questões voltadas para o combate ao racismo e a valorização da cultura afrodescendente, com alunos do oitavo ano.

“O objetivo do meu projeto era desenvolver uma visão crítica sobre a escravidão no Brasil e, principalmente, sobre o seu legado”, afirma a educadora.

No desenvolvimento da atividade, os alunos realizaram uma análise das pinturas do artista Jean-Baptiste Debret, feita no período em que este viveu no Brasil, e que retratavam o cotidiano do país no período colonial. Algumas das pinturas utilizadas mostram, em específico, o cenário de escravidão, como os “Vendedores ambulantes”, “Tropeiros pobres de São Paulo”, “Família brasileira no Rio de Janeiro”, “Senhora comum em meio aos seus afazeres diários”, entre outras.

Uma das artes de Jean-Baptiste Debret que inspiraram a atividade

Para isso, ela estimulou os estudantes a utilizar variadas fontes de pesquisa em suas análises, a fim de fomentar a discussão crítica e a identificação de preconceitos, estereótipos e violências que ainda são sofridos pela população negra.

“Cada um dos grupos formados pelos estudantes escolheu uma pintura, e a tarefa era fazer uma releitura da mesma utilizando recursos digitais. Meu objetivo era que eles percebessem que, mesmo 200 anos depois, muitas situações permaneciam, como a grande quantidade de pessoas negras exercendo trabalhos domésticos, por exemplo. Ou seja, o Brasil visto por Debret não era tão diferente do Brasil atual”, relata.

Arte de Jean-Baptiste Debret que inspirou a atividade

Resultados e reconhecimento

Os frutos positivos colhidos pelo projeto foi o que incentivou a professora a participar do concurso. Representando a região Sul, o projeto foi um dos vencedores do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública”, promovido pelo Coletivo de Juventude da CNTE e de suas entidades filiadas.

Segundo ela conta no relatório, a atividade proporcionou momentos valiosos de reflexão em sala de aula, ao exercitar o combate ao racismo ainda enraizado na sociedade, e que muitas vezes é reproduzido por pessoas que não possuem consciência do peso de suas falas e comportamento.

“É possível dizer que uma semente no combate ao racismo foi plantada dentro do espaço escolar que conta com várias crianças negras como sujeitos e participantes do processo de construção do conhecimento. A valorização da história, herança e cultura negra é um dever de todos que prezam por uma sociedade mais justa e igualitária.”

Junto a outros quatro projetos vencedores do concurso, a iniciativa será apresentada na Conae 2024, que acontecerá em Brasília nos dias 28, 29 e 30 de janeiro.

Professora Vitória Nicolini Nunes

O coordenador do Coletivo, Luiz Felipe Krehan, afirmou acreditar “que muitos jovens trabalhadores na educação sabem que os projetos educacionais/sociais que estão envolvidos são formas de fortalecer a educação pública e de qualidade.” Segundo ele, o concurso é uma forma de dizer que a CNTE e seus sindicatos filiados estão na luta com esses educadores.

Bruno Vital, que também coordena o Coletivo com Luiz, reforçou que o concurso joga luz sobre como a juventude está mudando suas realidades por meio da educação.

“Tive a vontade de divulgar um projeto cujo resultado prático foi extremamente satisfatório (…) foi muito gratificante, fiquei muito feliz!”, declara a professora, quando soube que foi um dos destaques.

Fonte: CNTE

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Após seis anos de governo Leite (PSDB), mais de 95% das escolas estaduais enfrentam problemas estruturais urgentes que demandam reformas imediatas. Agora, o governador anuncia um novo modelo de contratação de obras para as instituições de ensino, porém, sem garantias de eficácia.

A proposta é recebida com desconfiança pelo CPERS e pela bancada do PT/PCdoB na Assembleia Legislativa, que a vê como mais uma estratégia de marketing e um atestado de que as ações anteriores fracassaram.

A falta de confiança é respaldada por dados alarmantes, como mais de 90% das escolas públicas gaúchas sem Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), evidenciando uma gestão deficiente. Dos 2.305 estabelecimentos de ensino, apenas 174 estão adequados à Lei Kiss de 2013.

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa destaca problemas graves em pelo menos 334 escolas monitoradas, sendo que das 176 inicialmente listadas pelo governo, apenas três tiveram suas demandas concluídas.

Entre as principais questões encontradas, destacam-se problemas elétricos (41,3%), hidráulicos (5,3%), no telhado (33,5%), e 28,1% referentes à manutenção. Os números revelam uma gestão deficiente, com falhas em áreas cruciais como ginásio (11,3%), quadra de esportes (23,3%), cozinha (9,5%) e refeitório (18,2%).

A nova proposta de Leite (PSDB) sugere que as escolas com problemas de manutenção predial acionem empresas contratadas para realizar melhorias. A promessa é a realização concomitante de diferentes serviços (elétrico, hidráulico, engenharia civil) pela mesma empresa para agilizar a entrega das obras. Contudo, a iniciativa é criticada por não abranger todas as regiões do estado, levantando dúvidas sobre sua efetividade.

O modelo de contratação, chamado de registro de preços, visa contratar um catálogo de serviços disponíveis para as instituições de ensino quando necessário. No entanto, a falta de resultados tangíveis até o momento alimenta a desconfiança, especialmente após o lançamento do programa Avançar na Educação em 2021, com investimentos que eram previstos, até 2022, de R$ 1,2 bilhão.

Entre as obras, havia a previsão de empenhar R$ 12,5 milhões na realização de PPCI completo em 500 escolas estaduais no ano seguinte. No entanto, 472 fizeram adequações apenas parciais e entraram com o pedido de alvará do PPCI e mesmo assim ainda não receberam a liberação do alvará dos Bombeiros. Outras 1.659 escolas simplesmente não encaminharam o pedido e não têm PPCI.

Essa inoperância de Eduardo Leite (PSDB) revela não só a sua falta de competência, mas também um descompromisso com a segurança nas escolas. Enquanto seus discursos vazios persistem, as promessas ficam no papel e a realidade das escolas estaduais é de total negligência. A população merece mais do que isso: é hora de cobrar ações concretas e responsabilidade, em vez de desculpas e promessas vazias.

*Foto de capa: Luis Nova/Especial Metrópoles

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É com veemência que manifestamos nossa reprovação à imposição do governo Eduardo Leite (PSDB) de municipalizar a EEEF Wolmar Antônio Salton. A escola está sob ameaça iminente de municipalização, uma medida irresponsável proposta pela 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) – sem qualquer diálogo com a comunidade escolar.

Única instituição de tempo integral na cidade de Passo Fundo (7º Núcleo), a Wolmar Salton, que já tem 30 anos de história, é um importante pilar educacional que desempenha um papel fundamental na formação de 125 alunas e alunos, embora tenha a capacidade de atender até mil estudantes.

Além disso, a escola desempenha um papel crucial ao acolher alunas(os) de outras instituições no turno inverso, proporcionando atividades enriquecedoras, como atendimentos na sala de recursos.

De maneira autoritária e sem qualquer diálogo com as comunidades escolares, o governo Leite (PSDB) tem imposto a municipalização das escolas de Ensino Fundamental, argumentando que as séries iniciais pertencem à responsabilidade municipal. Trata-se de uma medida irresponsável que coloca em risco o futuro da educação do Rio Grande do Sul.

Agora, com a aprovação do Marco Legal da Educação, Leite (PSDB) colocará mais brechas para municipalizar as instituições de ensino, mesmo sem o consentimento de educadoras(es), estudantes e familiares de alunas(os). 

Ao longo dos últimos anos, a direção central do CPERS se reuniu com diversas comunidades escolares por todo o RS para articular a resistência e orienta que escolas ameaçadas pela medida devem organizar atas, assembleias e mobilizações para reverter as tentativas de municipalização.

Não podemos permitir que interesses políticos comprometam o ensino gaúcho. É preciso seguir lutando pela manutenção das escolas estaduais e enfrentar o desmonte do sistema público educacional. 

#Nãoàmunicipalização

 

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