Conselho Geral do CPERS define pautas de mobilização da categoria


Nesta quinta-feira (28), o Conselho Geral do CPERS definiu as pautas de mobilização da categoria. Entre as principais propostas, os conselheiros aprovaram a continuidade da Greve da categoria. Amanhã (29), na Assembleia de Mobilização, que ocorre às 8h30, no Gigantinho, milhares de educadores votarão as propostas e definirão os próximos passos da luta dos professores e funcionários de escola pelo respeito aos seus direitos.
Ao iniciar a reunião do Conselho, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a construção unitária da greve dos educadores, que já contabiliza 23 dias e segue forte em todo o Estado.
Nesta sexta-feira (29), conforme anúncio do governo, serão pagos os educadores que recebem até R$ 1.750,00. Diante disso, segundo o levantamento realizado pelo Dieese, apenas 19,78% dos professores e 48% dos funcionários de escola receberão seus salários amanhã. Aqueles que recebem até R$ 4 mil deverão receber a partir do dia 07 e os demais só após o dia 17.
“Ou seja, a ampla maioria não terá seu salário pago nesta sexta-feira. Pedimos ao Estado para acabar com o parcelamento. Atenderam, mas conseguiram piorar a nossa situação com o atraso dos salários. Não é momento de recuarmos, mas de reafirmarmos a nossa luta. Amanhã é o dia da Assembleia de uma categoria que levantou a sua cabeça e não vai baixá-la novamente, que reconheceu no outro a força para lutar. Vamos nos manter em greve até que respeitem os nossos direitos”, destacou Helenir.

Propostas de mobilização aprovadas
1. Continuidade e Fortalecimento da Greve, deflagrada em 05/09/2017, intensificando a mobilização com estudantes, pais, comunidade escolar e demais trabalhadores;
2. Rejeição da “proposta do governo” e do PLC 193/2017 – que trata de parâmetros de indenização de servidores por atraso de salários;
3. Continuidade de vigílias nas terças-feiras para a pressão aos deputados(as) para a retirada ou derrota dos projetos lesivos à educação pública e ao patrimônio público gaúcho;
4. Realização de Ato e Assembleia Popular na terça-feira, dia 03/10 e exigência ao governo de mesa de negociação, em face do risco iminente do não término do ano letivo e da defesa da soberania nacional;
5. Realização de Caravanas de Mobilização e da Greve, visitando todas as escolas estaduais, nas quartas, quintas e sextas-feiras, começando pelos núcleos mais carentes de mobilização;
6. Paralelamente às Caravanas em determinados núcleos, os demais núcleos realizam Marcha das Comunidades Escolares em Defesa da Educação Pública e/ou caminhadas luminosas; com abaixo-assinado para prosseguimento para o pedido de impeachment do governador Sartori que está na Assembleia Legislativa;
7. Utilização de inserções na mídia televisiva para a mobilização e fortalecimento da greve;
8. Chamamento de uma coletiva de imprensa para o Comando de Greve se pronunciar em defesa de audiência de negociação com propostas concretas em relação às reivindicações da greve da categoria;
9. Proposta de uma Assembleia Geral, com debate em cima das propostas do Conselho Geral, com as falas representativas das forças políticas sindicais e 4 (quatro) falas da base da categoria ao longo da caminhada;
10. Participação no Ato Público Unificado, ao meio dia, no Largo Glênio Peres, com posterior caminhada até ao Palácio Piratini;
11. Participação do Ato da Frente Brasil Popular no dia 03/10/2017 (3ª feira);
12. Realização de aulas públicas sobre a soberania nacional;
13. Intensificação de escrachos aos deputados (as) da base de sustentação do governo Sartori e seus secretários, quando forem nas suas regiões da base eleitoral;
14. Realização de encontro com a comunidade escolar e famílias para a Festa do Dia da Criança, no dia 10/10/2017 (3ª feira), com o objetivo de cobrar do governo solução para a greve;
15. Ingresso com ação no Tribunal de Contas do Estado para que o governo Sartori exponha o fluxo de caixa fazendário que comprove a necessidade de parcelar os salários dos servidores públicos;
16. Busca de auditoria das dívidas do estado, do FUNDEB e do IPE Previdência;
17. Diálogo com o conjunto do funcionalismo público estadual para a construção de uma Greve Geral.

 

 

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