Conselho Geral do CPERS aprova novas mobilizações em defesa da educação pública, dos direitos e da democracia


Em um cenário de intensificação da disputa política e de desafios para a educação pública e os direitos das(os) trabalhadoras(es), o CPERS realizou, nesta sexta-feira (9), mais uma edição de seu Conselho Geral mensal. O encontro, realizado na sede do Sindicato, em Porto Alegre, reuniu representantes dos 42 Núcleos para avaliar a conjuntura política, debater os desafios da categoria e definir novas estratégias de mobilização em defesa da escola pública, da democracia e dos direitos conquistados.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci, destacou a importância da organização coletiva diante do atual cenário político e reafirmou o compromisso histórico das Centrais Sindicais com a classe trabalhadora.

Já a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou o papel do Sindicato na promoção do debate sobre o futuro da educação pública gaúcha e na resistência às medidas que aprofundam a precarização das condições de trabalho e de ensino.

“O nosso cenário não é fácil, mas não está perdido. O CPERS sempre teve lado, e ele nunca será o lado do patrão, mas o da classe trabalhadora”, afirmou a dirigente, reforçando a necessidade de ampliar a participação política e a mobilização da categoria.

A presidenta também chamou a atenção para a responsabilidade das(os) dirigentes sindicais diante da conjuntura atual, destacando que as decisões políticas interferem diretamente na vida da população, nas condições de trabalho e no futuro dos serviços públicos. Para Rosane, o momento exige coragem, posicionamento e unidade na defesa dos direitos sociais e da democracia.

Conselho aprova intensificação das mobilizações e aulas públicas no Dia da(o) Professora(or)

Entre os principais encaminhamentos aprovados está a intensificação das brigadas digitais e das ações de panfletagem nas escolas e nas ruas, com o objetivo de ampliar o diálogo com a comunidade escolar e a sociedade sobre a defesa dos direitos conquistados, da soberania nacional e da democracia. As ações também deverão alertar para os riscos de novos ataques aos direitos das(os) trabalhadoras(es) diante da possibilidade de avanço da extrema direita e do fascismo.

Outra deliberação importante foi a realização de aulas públicas no dia 15 de outubro, Dia da(o) Professora(or), nos 42 Núcleos do CPERS. A atividade, articulada à proposta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), deverá ocupar praças e espaços públicos para promover o debate em defesa da escola pública, da liberdade de cátedra e contra a privatização, a mercantilização e a militarização da educação.

No campo da conjuntura nacional, o Conselho também aprovou a elaboração de uma nota política em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o posicionamento da entidade diante das disputas sobre os rumos do país.

Assembleia Geral de Mobilização será realizada em 27 de novembro

Como parte da continuidade do calendário de lutas, o Conselho Geral aprovou a realização de uma Assembleia Geral de Mobilização da categoria no dia 27 de novembro, em Porto Alegre, acompanhada de pauta única, destinada à discussão de mudanças estatutárias.

A preparação das atividades terá início com as Assembleias Regionais dos Núcleos, que deverão ocorrer a partir de 26 de outubro. Já no dia 26 de novembro, será realizado um novo Conselho Geral, também na capital gaúcha, antecedendo as assembleias estaduais.

As deliberações buscam fortalecer a organização da categoria e ampliar a participação das(os) educadoras(es) nas decisões coletivas, preparando os próximos passos da luta por valorização profissional, melhores condições de trabalho e garantia de direitos.

Defesa da gestão democrática e solidariedade à luta sindical

O encontro também aprovou a produção de um texto orientador para as escolas, reunindo pontos fundamentais a serem observados na elaboração e na revisão dos regimentos escolares e na atuação dos conselhos escolares. Entre os temas destacados estão a gestão democrática, a inclusão e a liberdade de cátedra, princípios essenciais para a construção de uma educação pública plural, participativa e comprometida com os direitos da comunidade escolar.

Ainda durante o Conselho, foi aprovada uma moção de repúdio ao prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), em razão de declarações contra o Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH). A manifestação reafirma a solidariedade do CPERS às entidades representativas das(os) trabalhadoras(es) e a defesa da liberdade de organização sindical.

A pauta do encontro também contemplou a representação do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, espaço de acompanhamento e debate sobre questões relacionadas à assistência à saúde das(os) servidoras(es) públicas(os) estaduais. Glaci Weber e Marino Simon foram reconduzidos às suas funções como representantes do Sindicato no colegiado.

Ao encerrar mais uma etapa de debates e deliberações, o Conselho Geral reafirmou a importância da unidade e da organização coletiva para enfrentar os desafios colocados à educação pública e à classe trabalhadora. Com mobilizações previstas para outubro e novembro, o CPERS seguirá nas escolas, nas ruas e nos espaços de debate público, fortalecendo a luta por direitos, valorização profissional, soberania e democracia!

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