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Nota de repúdio à nota oficial do governo Sartori sobre a greve dos educadores e educadoras

Nesta quarta-feira (08), após professores e funcionários de escola deflagrarem Greve Nacional Unificada, a partir do dia 15 de março, em Assembleia Geral, no Gigantinho, o governo Sartori se manifestou por nota oficial. Com muita indignação respondemos à nota oficial do governo Sartori.

A nossa greve é legítima e necessária, visto que esta luta do CPERS Sindicato não é somente dos professores e funcionários de escola, mas também dos pais, mães, e dos próprios estudantes para garantir uma futura aposentadoria. Esta Reforma da Previdência quer fazer o Brasil retornar ao tempo da escravidão, onde os escravos não tinham nenhum direito. Sartori apoia e pratica a mesma política do governo ilegítimo Michel Temer, que é de favorecer os grandes empresários retirando os direitos dos trabalhadores conquistados em longas e duras lutas.

Uma prova disto é a redução de investimentos na educação no período de 2014 a 2016, de 63,6% que representa 110 milhões a menos. Também, no mesmo período (2014 a 2016), houve uma redução de educadores ativos, em 2014 eram 99.564 servidores em 2016 passaram para 89.577, ou seja menos 10% de pessoal. Também, mês a mês, parcela os salários dos educadores de forma desrespeitosa, além disso de forma descarada o governo está pagando o 13º do funcionalismo público em 12 X, ou seja, acabará de pagar o 13º do ano de 2016 somente em dezembro de 2017.

Tudo isso em nome de uma crise financeira que tem como uma das causas a perda de 16 bilhões por ano (sonegação 7 bilhões e incentivos fiscais 9 bilhões). O que mostra que toda crise financeira é fruto das opções políticas do governo Sartori e do ilegítimo Temer. Os quais  privilegiam os ricos em detrimento dos pobres.

Se o governo Sartori e Temer tivessem outras opções na política econômica, o país não estaria em recessão e seria possível além de atualizar o completivo, pagar as alterações de nível e fazer a reposição salarial  em relação ao Piso Nacional, que se refere aos anos de 2015 a 2017, tem uma defasagem de 82,42%.

Quais são as medidas que o governo está tomando para sair da crise?
O que vemos são  políticas de privatizações e ataque aos servidores públicos estaduais, com as constantes tentativas de retirada de direitos. Não há  combate à sonegação de impostos, e a revisão das isenções ficais que para o ano de 2016, como vimos juntas somaram 16 bilhões. Estes 16 bilhões são impostos que o povo pagou e não chegaram ao tesouro estadual por essa decisão política do governo. Sem contar que o ICMS cresceu 11,23% em 2016, totalizando 30,1 bilhões, representando um acréscimo de mais de 3 bilhões sobre a receita de 2015. Para 2017, o orçamento prevê arrecadação de 31,6 bilhões.  Sinal de que nesse ano existirão recursos para o pagamento dos direitos dos educadores e educadoras.

Mesmo as alterações de níveis já realizadas não contemplam todos os educadores e educadoras, que já adquiriram esse direito. Todos pela iniciativa de buscar a atualização e aperfeiçoamento profissional

Se a Secretaria de Educação espera que educadores, educadoras, pais, mães, alunos e alunas fiquem de braços cruzados diante desses violentos ataques ao seus direitos, é porque desrespeita a nossa dignidade e  altivez  próprias dos  seres humanos.

Veja a nota do governo na íntegra. 

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