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Formação de Gêneros e Educação do CPERS forma novas educadoras para a luta de direitos e igualdade das mulheres

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O segundo dia de Formação de Gêneros e Educação, começou começou neste sábado, dia 02, às 9h, no 9º andar da sede do Sindicato, professoras e funcionárias de escola participaram da oficina Mídia e Mercantilização dos nossos corpos, ministrada pela articuladora da rede de economia solidária, Bruna Almeida.
No início da tarde as educadoras participaram da mesa de debate – Em movimento mudamos o mundo: a importância do movimento feminista e luta sindical na luta das mulheres. O bate-papo contou as palestrantes, a professora e mestra, Ingrid Wind e a professora, Ana Afonso, a diretora do CPERS, Ananda de Carvalho foi quem mediou a mesa.
A mestra Ingrid relatou o histórico do feminismo, as lutas e transformações das mulheres desde o século XIX, quando as primeiras ativistas do feminismo, lutaram pelo direito ao voto das mulheres. Ela também ressaltou a luta enfrentada pelas mulheres até os dias atuais e a importância de as mulheres compartilharem espaços como o da Formação de Gêneros e Educação do CPERS, para depois ocupar espaços de luta. “Temos que nos fortalecer primeiro entre nós mulheres, para depois ocupar todos os espaços em defesa dos nossos direitos. As mulheres precisam estar em todos os espaços”, alertou.
A professora, Ana Afonso, falou da importância da mulher na política desde a vitória pelo direito ao voto. ”Somente através do processo político podemos fazer mudanças em defesa da mulher. Se olharmos para os dias atuais percebemos que o direito ao voto foi uma vitória para as mulheres. Pois no momento que nos inserimos no mundo político podemos levar nossas reivindicações e fazer a diferença. Não basta ser mulher, temos que estar na luta” afirmou. Ana também trouxe ao debate o período de resistência e luta pela democracia pelo qual passa o Brasil. “Que educação estamos construindo? É muito importante fazer o debate pedagógico para discutirmos a democracia dentro das escolas”, ressaltou.
No encerramento foi apresentado o vídeo em campanha ao Dia Internacional da Mulher do CPERS, o que originou a campanha de Formação de Gênero e Educação. O vídeo traduz em poemas a história de mulheres guerreiras que lutaram pelos direitos e igualdade da mulher em todo o mundo. “Nos inspiramos e optamos pela ciranda por entender que ela traduz a forma igualitária de encontro. Nela estamos todas na mesma perspectiva de poder e envolvimento. Acabamos o nosso encontro com o vídeo Ciranda das Loucas, de Juçara Dutra, porque ele demonstra o momento pelo qual nós lutadoras passamos e estamos passando. Que possamos entrar nessa roda e gerar movimento no sentido de tornarmos multiplicadoras e compartilharmos e dividirmos o que aprendemos na formação. Meus votos são para que possamos sair daqui mais fortalecidas e corajosas para a nossa luta”, destacou a diretora do Departamento de Gêneros e Diversidade do CPERS, Íris Carvalho.

Educadoras aprovam Formação de Gêneros e Educação do CPERS
Foram dois dias de trocas, aprendizado, compartilhamento e integração de dezenas professoras e funcionárias de escola, que participaram de mesas de debates, oficinas, dinâmicas e sessão de filme. Nas avaliações de cada debate as educadoras expuseram a alegria de estarem vivendo esse momento de fortalecimento da luta pelos direitos e igualdade das mulheres, além de sugerirem que mais encontros como esse sejam realizados pela Direção Central do CPERS nos Núcleos do Sindicato.
“A Formação foi um momento muito importante para a luta de nós educadoras, mulheres, mães. É importante desconstruir o conceito de agir, descriminar e violentar a mulher já firmado pela sociedade. Vamos sair daqui multiplicadoras”, orientadora educacional, representante de Passo Fundo, Maria Cristina.
“É um espaço maravilhoso de formação, ganhamos um gás para nos fortalecer. É bom ver que nós feministas não estamos sozinhas. Vou sair daqui e compartilhar com as minhas alunas tudo que vimos aqui, levando para elas a importância da defesa dos direitos da mulher”, professora, representante de Porto Alegre, Suzana Lauermann.
“Esses encontros são bons e necessários. O dia-a-dia nos consomem e não paramos para analisar assuntos tão importantes como esses. Nos sentimos melhor e fortalecidas para mudarmos um pouco a lógica estabelecida como natural pela sociedade. Até mesmo já sugeri que essa formação seja expandida para todos os Núcleos. O CPERS está de parabéns pela iniciativa”, professora, representante de Pelotas, Mara Rosa Foltz.
“As escolas do interior estão mal informadas. Eu irei para as escolas compartilhar todos os pontos debatidos aqui. A luta pelos direitos da mulher é muito importante e temos que seguir na luta”, funcionária de escola aposentada, representante de Três Passos, Eronita Bender.

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