• Home  /
  • destaque   /
  • Educadores gaúchos entram em Estado de Greve

Educadores gaúchos entram em Estado de Greve

26/06/2015 PORTO ALEGRE/RS/BRASIL Assembléia do CPERS/Sindicato no Gigantinho Foto: Caco Argemi/CPERS
26/06/2015 PORTO ALEGRE/RS/BRASIL Assembléia do CPERS/Sindicato no Gigantinho Foto: Caco Argemi/CPERS

Aproximadamente 3 mil educadores aprovaram hoje, em Assembleia Geral, no Gigantinho, o Estado de greve do Magistério Gaúcho. A partir de agora, as ações de mobilização da base da categoria serão intensificadas através da continuidade da Caravana em Defesa da Educação Pública, que está percorrendo o Estado desde o dia 09 de junho, e de um calendário permanente de mobilizações.
“Os professores e os funcionários do Rio Grande do Sul estão, a partir de hoje, em Estado de Greve. Vamos ampliar nossas ações de mobilização trazendo a sociedade para unir-se a nossa luta e continuar orientando a nossa base sobre a importância de construirmos uma grande paralisação. Vamos mostrar ao governo que não permitiremos mais nenhum ataque aos nossos direitos. Para isso, mais do que nunca, nossa união é fundamental”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
No início da Assembleia, representantes de entidades de servidores públicos estaduais, como Afocefe, Ugeirm, Fessergs, Semapi e Ceape destacaram a importância da união do funcionalismo público diante dos frequentes ataques do governo Sartori contra direitos dos trabalhadores.
O presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz, lembrou da violência praticada pelo governo Richa aos professores do Paraná. “O governador Sartori, ao contrário do absurdo ocorrido no Paraná, não vai encontrar, aqui no Rio Grande do Sul, um único policial para bater em professor”, afirmou.
O presidente do Afocefe Sindicato, Carlos De Martini Duarte, expos as perdas do país e do Rio Grande do Sul com a sonegação de impostos pela falta de fiscalização, o que reflete em cortes em áreas essenciais como saúde, segurança e educação. ”O Rio Grande do Sul abre mão de R$13,1 bilhões ao ano com a isenção fiscal. O País perde anualmente cerca de R$ 514 bilhões com a sonegação. Não há necessidade de ajuste fiscal, mas sim de combater a sonegação”, afirmou.
Participaram da Assembleia, educadores dos 42 Núcleos do Sindicato que também definiram os novos representantes de base da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE. Através de votação foram eleitos representantes das chapas CPERS Unido e Forte, Por uma CNTE de Luta e Educação e Luta.

Propostas de mobilização aprovadas:

1.Aprovar “Estado de Greve” pela retirada imediata dos Projetos de Lei que atacam direitos dos educadores e em defesa da pauta da categoria, como: pagamento do Piso no Plano de Carreira, IPE, nomeações de concursados, realização de concursos públicos para professores e funcionários de escola, dentre outros;

2.Propor que a categoria utilize as redes sociais (e-mail, Facebook, Whatsapp, Blog, etc..), para pressionar os deputados da região, exigindo que se posicionem e votem contra os projetos que atacam os diretos dos educadores e não defendem suas pautas;

3.  Realizar Assembleia Geral em agosto;

4. Aprovação de um calendário permanente do Estado de Greve. O calendário de mobilização irá preparar a categoria para a greve, caso o governo não recue. Será um importante instrumento de mobilização para construção da greve.

4.1. Estabelecer que os Núcleos que já fizeram a Caravana participem das atividades de pressão e visitas aos gabinetes dos deputados, bem como das atividades públicas. Em todas as atividades públicas devem portar a faixa com a seguinte frase: “Sartori, tira a mão dos nossos direitos: PISO, PLANO DE CARREIRA E IPE!”;

4.2. Reforçar as Caravanas como período de luta da categoria;

4.3. Realizar Formação e debates nas escolas no período de 20 a 23 de julho;

4.4. Definição do calendário das Caravanas:

30/06: 21º Núcleo – Uruguaiana

01/07: 19º Núcleo – Alegrete

02/07: 41º Núcleo – São Gabriel

07/07: 27º Núcleo – Três Passos

08/07: 40º Núcleo –Palmeira das Missões

09/07: 26º Núcleo – Frederico Westphalen

14/07: 2º Núcleo – Santa Maria

11/08: 13º Núcleo – Osório

12/08: 34º Núcleo – Guaíba

13/08: 38º Núcleo – Porto Alegre

14/08: 39º Núcleo – Porto Alegre

18/08: 8º Núcleo – Estrela

19/08: 5º Núcleo – Montenegro

20/08: 14º Núcleo – São Leopoldo

25/08: 22º Núcleo – Gravataí

26/08: 20º Núcleo – Canoas

27/08: 32º Núcleo – Taquara

31/08: 35ºNúcleo – Três de Maio

01/09: 10º Núcleo – Santa Rosa

02/09: 9º Núcleo – Santo Ângelo

03/09: 36º Núcleo – Cerro Largo

09/09: 23º Núcleo – Santana do Livramento

10/09: 17º Núcleo – Bagé

15/09: 4º Núcleo – Cachoeira do Sul

16/09: 18º Núcleo – Santa Cruz do Sul

22/09: 15º Núcleo – Erechim

23/09: 7º Núcleo – Passo Fundo

24/09: 25º Núcleo – Lagoa Vermelha

29/09: 30º Núcleo – Vacaria

30/09: 12º Núcleo – Bento Gonçalves

01/10: 1º Núcleo – Caxias do Sul

06/10: 37º Núcleo – Carazinho

07/10: 28º Núcleo – Soledade

08/10: 3º Núcleo – Guaporé

5. Propor paralisações e reduções de períodos como forma de preparação da categoria para a greve. Realizar vigílias durante o período de votações decisivas na Assembleia Legislativa do Estado;

6. Lutar, conjuntamente com todo o funcionalismo, contra as políticas de ajustes fiscais de todos os governos, exigindo o combate à sonegação fiscal como solução da crise financeira de todos os entes estatais e participar dos atos do funcionalismo público estadual unificado;

6.1. Ato em defesa dos trabalhadores e do Serviço Público chamado pelo     SEMAPI, no dia 30 de junho, às 12 horas, na Praça da Matriz, em Porto Alegre;

6.2. Ato dos trabalhadores da segurança no dia 07 de julho, em Porto Alegre;

7. Continuar a pressão, através do envio de  e-mails aos Senadores para que não votem o PL 4330 ‐  Terceirizações;

8.Realizar Assembleia Popular Estadual da Comunidade Escolar e do Funcionalismo Público;

9.Denunciar ação das CREs e das  SEDUC  de  chamar  os  professores (as)  que  estão  aguardando  nomeação  para  oferecer contrato temporário;

10.Publicar Moção de Repúdio a Aprovação da Redução da Maioridade Penal no Congresso Nacional;

11.Publicar Moção de Repúdio ao Projeto de Lei 190/2015: “Programa Escola Sem Partido”;

12.Publicar Moção de Repúdio a qualquer tipo de manifestação de preconceito ou intolerância;

13. Realizar um abaixo assinado, com a participação de toda a sociedade, contra os ataques do governo Sartori;

14. Construir, unificadamente, um Encontro Estadual de Base dos Trabalhadores do Serviço Público na semana de formação, em julho, no Gigantinho, para barrar os ataques do governo Sartori;

15. Criar um Fundo de Greve com o percentual que era destinado à Central Única dos Trabalhadores;

16. Ingressar com uma ação na justiça, junto com outras entidades de servidores públicos, para diminuir o percentual repassado à União;

 

 

 

 

Deixe seu comentário