Unidade para Assembleia Geral da categoria é reafirmada em Assembleia Regional do 22º Núcleo


Na manhã desta segunda-feira (18), a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o 1º vice-presidente, Alex Saratt, e a tesoureira-geral, Rosane Zan, participaram da Assembleia Regional do 22° Núcleo (Gravataí). Deste encontro, realizado no IEE Isabel de Espanha, em Viamão, foram extraídas as reivindicações da categoria que serão levadas para o Conselho Geral do Sindicato, que será realizado nesta quinta-feira (21).

A presidente do Sindicato, Helenir, fez a análise de conjuntura, destacando o desrespeito e desvalorização de Eduardo Leite (PSDB) com as(os) professoras(es) e funcionárias(os) da educação. “Nós temos hoje um governo que desrespeita profundamente a nossa categoria, um governo ageista. Um governo que tenta nos separar e por isso é importante a gente se reunir e conversar olho no olho”, ressaltou.

A dirigente ressaltou que, nesta quarta-feira (20), o CPERS se reunirá com o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e apresentará as propostas de reajuste salarial para a categoria. “Vamos reivindicar o básico para a carreira dos funcionários de escola de, no mínimo, R$ 1500. Foi Leite que nos disse que o básico era mesmo muito baixo e que teria que ser de R$ 1.500, então vamos conversar sobre a proposta dele, só assim garantiremos reajuste real para nossos colegas funcionários”, apontou Helenir.

“Nós também não podemos esquecer dos 24 mil aposentados que continuam pagando seus salários com o dinheiro do próprio bolso. Nós queremos a revisão geral dos salários”, continuou a presidente.

O 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, ressaltou que o baixo salário dos educadores(as) gaúchos(as) é a principal pauta de reivindicação do Sindicato e que urge uma solução. “A questão salarial é ainda uma prioridade e urgência, funcionários vivem há quase 10 anos sem nenhum aumento. Aposentados perderam com as mudanças no plano de carreira, na previdência e agora no IPE Saúde, e até mesmo os professores tiveram os seus salários impactados na medida que se mudou o plano de carreira e hoje recebem cerca de 50% a menos do que devem receber se o Piso fosse pago na carreira. Todos na Assembleia, dia 22, para enfrentar Eduardo Leite e mudar o estado de coisas na educação”, concluiu.

A tesoureira do Sindicato, Rosane Zan, frisou a importância de todas e todos participarem da Assembleia Geral da categoria, que será realizada na próxima sexta-feira (22), a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre. “Só a unidade da classe dos trabalhadores em educação é que vai fazer com que o governo nos escute e abra realmente uma mesa de negociação. Por isso, venham para Assembleia Geral, é muito importante a participação de cada um e cada uma nessa luta”, conclamou Rosane.

A diretora do 22° Núcleo,  Leticia Coelho Gomes reforçou a importância da unidade da categoria. “Somos trabalhadoras e trabalhadores em Educação, agentes educacionais e professoras(es) e precisamos de união. Pois quem quer segregar a categoria é o governo, o sindicato acolhe e luta por todas(os).”

O tesoureiro do 22º Núcleo, Jussemar da Silva destacou a importância do fortalecimento, do diálogo e acolhimento no chão das escolas promovido pelo núcleo de Gravataí.

Assédio Moral, sobrecarga de trabalho e perseguição

Durante a Assembleia Regional, diversos(as) educadores(as) desabafaram sobre o que estão vivendo nas escolas estaduais, colocando a sobrecarga de trabalho, a perseguição e o assédio moral como situações rotineiras dentro das instituições. O projeto “Mentores Pedagógicos” da Seduc foi um dos problemas mais levantados pelos educadores(as) durante a reunião.

Helenir pediu que essas reclamações sejam escritas e mandadas para a direção para que sejam denunciadas na reunião com a secretária de Educação, Raquel Teixeira. “Nós já tratamos na mesa de reunião na Seduc sobre as mentorias, que na nossa visão só veio para atrapalhar o trabalho pedagógico e sobrecarregar todos”, concluiu.

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