Em reunião, CPERS encaminha as principais demandas da categoria à Seduc e pressiona por soluções urgentes


Na tarde de segunda-feira (29), dirigentes do CPERS e representantes da Secretaria de Educação (Seduc) se reuniram para buscar soluções diante dos desafios que afligem as educadoras(es) gaúchas.

Assédio moral nas escolas, sobrecarga de trabalho, questões pedagógicas e a defasagem salarial foram alguns dos pontos debatidos no encontro, que ocorreu na sede da Seduc, em Porto Alegre.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que o papel do Sindicato é pressionar pela resolução das questões mais urgentes das(os) professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os).

“É fundamental que avancemos nas demandas apresentadas hoje, especialmente diante da defasagem salarial, sobrecarga de trabalho e denúncias de assédio moral que recebemos da categoria. Precisamos elevar o padrão da educação no Rio Grande do Sul e isso passa pela valorização das educadoras”, asseverou.

>> Confira, abaixo, os principais temas debatidos na reunião:

  • Assédio moral nas escolas: o CPERS encaminhou à Seduc graves denúncias de assédio moral sofrido por funcionárias(es) de escola e professoras(es) e cobrou por soluções urgentes. É importante estabelecer claramente os limites dos direitos das servidoras(es), já que, lamentavelmente, tem sido um problema recorrente nas escolas;
  • Exigência de preenchimento de planilhas: o preenchimento de planilhas não deve ser realizado por professoras(es); apenas supervisores pedagógicos devem estar envolvidos nesta tarefa;
  • Escolas de turno integral com excesso de carga-horária: escolas de turno integral não devem exceder o horário previsto na legislação. A Seduc está investindo para que escolas desta categoria cumpram com requisitos mínimos, como acessibilidade, Plano de Combate a Incêndio (PCCI), acesso à internet Wi-Fi e sala de professoras(es) equipada com espaço para computadores. A orientação é clara: a carga-horária deve ser cumprida conforme a Lei; caso excedida, a Secretaria deve ser notificada.

>> Acesse, abaixo, os principais canais de denúncia e atendimento:

▶ As denúncias de irregularidades em escolas podem ser encaminhadas à Seduc pelo site ou telefone (51) 3288-4700;

▶ O Serviço de Atendimento às Sócias(os) (SAS) do CPERS também está disponível para auxiliar com questões funcionais pelo WhatsApp (51) 9569.0465 ou (51) 9663 5699, de segunda a quinta, das 9h às 17h;

▶ Você pode, ainda, entrar em contato com o seu núcleo. Confira os contatos aqui!

▶A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, também poderá te atender por e-mail [email protected] ou telefone (51) 3073.7512.

O fechamento de turno da EEEF Dr Miguel Tostes, que levou à retirada de projetos de proteção a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, os 100 minutos semanais de cursos on-line a professoras(es), além da solicitação de liberação da categoria para participar da Assembleia Geral do CPERS, agendada para o dia 10 de maio, na Praça da Matriz, na Capital, também foram temas debatidos na reunião.

O CPERS permanecerá firmemente engajado, mantendo a pressão por soluções imediatas diante das demandas apresentadas.

Além da presidente Helenir, estiveram presentes na reunião o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Rosane Zan, e as diretoras(es) Sonia Solange Viana, Carla Cassais, Sandra Régio, Juçara Borges, Amauri Pereira da Rosa, Vera Lessês e Cássio Ritter.

Também participaram o advogado da assessoria jurídica do Sindicato (escritório Buchabqui e Pinheiro Machado), Raphael Chlaem, além da secretária de Educação, Raquel Teixeira, o subsecretário de Desenvolvimento da Educação, Marcelo Jeronimo Rodrigues Araújo, entre outros membros da Seduc.

>> Confira abaixo mais fotos da reunião:
 

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