Educadores repudiam violência política e a intolerância ideológica instauradas na atual campanha eleitoral brasileira


As eleições de 2022 no Brasil estão marcadas, nessa atual fase de campanhas partidárias, por um clima de violência política e intolerância ideológica nunca visto antes na história do país. Brigas, agressões e assassinatos transformaram o atual pleito eleitoral brasileiro em uma verdadeira panela de pressão, impondo um sentimento generalizado de medo em todas as pessoas, em especial aos/às militantes e candidatos/as que saem às ruas para garantir suas eleições.

O Brasil vem vivendo um momento insuportável: no último dia 7 de setembro, no Estado de Mato Grosso, um apoiador do atual Presidente da República matou a golpes de faca e machado um conhecido seu após uma discussão sobre o seu apoio ao ex-presidente Lula. Nesse mesmo dia, em Goiânia, em uma discussão dentro de uma igreja evangélica, outro homem foi morto a facadas após discordar do discurso de proselitismo político em favor do atual mandatário propalado pelo pastor no púlpito do local. No último dia 9 de julho, a mesma cena se repetiu em Foz do Iguaçu, quando o petista Marcelo Arruda foi morto a tiros, depois de um apoiador do Presidente Bolsonaro invadir a sua festa de aniversário e lhe alvejar com tiros de arma de fogo.

Estes são os resultados trágicos que, ao terminarem em assassinatos, somam no Brasil, somente no primeiro semestre desse ano, um montante de 40 registros de mortos pela violência política, segundo levantamento feito Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (OVPE-Unirio). As brigas e agressões resultantes também desse clima de violência política e intolerância ideológica que estamos vivendo atingem o país inteiro, em todas as suas regiões. É estarrecedor perceber que o Brasil atingiu, sem muito alarde, patamares altíssimos de violência política nunca antes verificada em nosso país. É fundamental percebermos que esse clima de violência e intolerância política e ideológica não surgiu no país do nada: é resultado direto de discursos de ódio propalados, sem nenhum pudor, nos últimos tempos no Brasil. As campanhas eleitorais de Guilherme Boulos e Fernando Haddad em São Paulo, bem como do presidenciável Ciro Gomes no Rio Grande do Sul, já denunciaram ataques
de militantes bolsonaristas contra si nesse atual pleito.

É necessário dar um basta a essa trágica situação. As forças democráticas precisam estar unidas para derrotar o fascismo e recuperarem o Brasil para a democracia. O ódio e a violência precisam ser varridos do nosso cotidiano político. Basta de agressão! Basta de mortes! Queremos um país aonde a paz e a justiça social imperem!

Brasília, 12 de setembro de 2022
Direção Executiva da CNTE

Foto destaque: Elineudo Meira / @fotografia.75

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