CPERS e FSP cruzam o estado na luta por salário digno e em defesa do IPE Saúde


O CPERS e a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) seguem cruzando o estado para debater dois assuntos urgentes e de extrema relevância: a proposta cruel de Eduardo Leite (PSDB) de reforma do IPE Saúde e a Revisão Geral dos salários dos educadores(as) e demais servidores(as).

Nesta terça-feira (30), foi dada a largada da segunda semana de plenárias por todo o Rio Grande do Sul. As cidades de Santiago, Montenegro e Guaporé entraram na rota dos debates sobre o projeto desumano do governo, que será votado pelos deputados(as) em junho, na Assembleia Legislativa.

Os representantes do Sindicato e da FSP também denunciaram as mazelas do projeto de Leite à sociedade na imprensa de cada região.

Em uma atmosfera intensa, na Câmara de Vereadores de Santiago, região do 29° Núcleo, os representantes do funcionalismo foram incisivos ao reforçar que a solução para o Instituto não é sobrecarregar os servidores(as) com mais encargos, mas sim valorizar salarialmente todas as categorias, que enfrentam uma defasagem histórica de mais de 60%, e por garantir o pagamento das dívidas do Estado com a autarquia.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressalta que a culpa da crise do IPE Saúde não é dos servidores(as).

“Quem deixou da forma como o Instituto está, não fomos nós servidores. O governador admite que com reajuste de 32% para as categorias acabariam os problemas do IPE Saúde. Então, os oito anos de massacre que nós sofremos, sem reajuste, é o responsável pela questão orçamentária do IPE Saúde”, asseverou.

Para Isaac Delivan Lopes Ortiz, presidente da UGEIRM, a proposta do governo Leite (PSDB) é um verdadeiro massacre para os aposentados(as) do Rio Grande do Sul.

“O governador Leite encontrou uma maneira de eliminar a dignidade dos idosos no Estado, porque, se não tivermos mais o IPE Saúde, o que acontecerá conosco? A que recursos teremos acesso? Seremos forçados a depender exclusivamente do SUS, que ficará completamente sobrecarregado”.

Leandro Wesz Parise, diretor do 29° Núcleo, destaca que a mobilização de todos(as) é essencial para deter a reforma devastadora do Instituto.

“Agora o destino está em nossas mãos. Precisamos dialogar com nossos representantes políticos em nossos municípios, participar ativamente das atividades sindicais e nos fortalecer na luta contra esse projeto nefasto”.

No encontro, também estiveram presentes Sonia Solange Viana, diretora do Sindicato e representante do Departamento dos Funcionários da Educação da entidade, além de membros do 29º Núcleo, como a vice-diretora Nara da Silva, a tesoureira Eva Celeste Marques Pereira, e as diretoras Maristela Aparecida Lunardi Cogo e Vera Loremi de Lima Molego.

Participaram ainda os vereadores(as) Alexandra Encarnação, João Alberto Ferreira Lima (presidente da Câmara) e Jonathan de Paula Farias, do Progressistas, assim como Eva Maristane Rodrigues Muller, do MDB, que demonstraram apoio e participaram ativamente da plenária.

Representando os municipários, Elisete Catelan, de Santiago, e Fortunato Franco, de São Vicente, expuseram a situação em suas regiões.

Gravidade da proposta do governo movimenta Montenegro

Em Montenegro, o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a tesoureira, Rosane Zan, o diretor Cássio Ritter, e a diretora do 5° Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira, debateram com dezenas de trabalhadores(as) as consequências da desumana reforma do Instituto, imposta pelo governo Eduardo Leite (PSDB), em plenária, no CE Dr. Paulo Ribeiro Campos (Polivalente).

“Não podemos permitir que os deputados aprovem esse projeto prejudicial. Precisamos exercer pressão e mobilização. No dia da votação na Assembleia Legislativa, seremos milhares em luta”, destacou o 2° vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia.

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, enfatizou que a luta em defesa do IPE Saúde é histórica e que os trabalhadores(as) não devem arcar com a crise do Instituto. Ela chamou atenção para a crueldade imposta aos funcionários(as) de escolas e aposentados(as).

“É necessário mostrarmos a nossa força para manter o IPE público e solidário. Por isso, o engajamento na luta, de todos que estão aqui, é fundamental”, asseverou Rosane.

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, detalhou os impactos da reformulação da autarquia aos servidores(as).

“A reforma proposta pelo governador é tão cruel, que muitas pessoas em tratamento médico não poderão continuar. É muito grave. Por isso, é importante esclarecer e mobilizar através dessas plenárias”, observou Marcelo.

Diante da impossibilidade de suportar o impacto financeiro causado pelo aumento na contribuição do IPE Saúde, os servidores(as) podem ser forçados a migrar em massa para o SUS, sobrecarregando ainda mais este sistema de saúde público.

“A população em geral sentirá os efeitos com o aumento da demanda no SUS”, ressaltou a diretora do 5° Núcleo, Elisabete de Vargas Pereira.

A dívida total do Instituto com os servidores(as), somando imóveis e contribuições paritárias dos pensionistas (pagas sem juros ou correção), se aproxima de um bilhão de reais. Isso é pura inadimplência e apropriação indébita.

Sem contar que a proposta de reforma abre as portas para a privatização sorrateira do IPE Saúde, colocando em risco a qualidade e a acessibilidade dos serviços oferecidos aos servidores(as).

“O governo tem um claro projeto de precarização extrema para a privatização. Não podemos permitir isso”, observou o diretor Cássio Ritter.

Em Guaporé, servidores(as) firmam unidade em defesa do IPE Saúde

A plenária, em Guaporé, movimentou dezenas de educadores(as) e servidores(as), da ativa e aposentados(as), na Casa da Cultura Dra. Silvia Beatriz Puperi, no centro da cidade. 

A proposta, tramada por Leite (PSDB), intensificará os descontos mensais dos trabalhadores(as) que dependem do IPE Saúde, ameaçando o poder de compra e a subsistência de milhares de famílias.

São mais de um milhão de servidores(as), que contam com a assistência médica e hospitalar do Instituto, e correm o risco de serem abandonados à própria sorte por não conseguirem suportar esses novos custos.

“Defender o IPE saúde, vai além da defesa dos mais de 1 milhão de usuários do sistema. É defender a sociedade gaúcha. Mais uma vez, o governo escolhe privilegiar os altos salários e deixar a conta para aqueles que menos recebem”, afirmou a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann.

Para piorar, o governo está devendo ao IPE Saúde R$ 356,6 milhões em precatórios e RPV retidos pela CAGE. Isso só comprova que a crise atual foi criada propositalmente pelas últimas administrações.

O congelamento dos salários é diretamente responsável pelo déficit que o Instituto enfrenta. É urgente que o governo reconheça a necessidade de remuneração justa.

” O percentual descontado para o IPE Saúde no pagamento de precatórios e RPVs é obrigação do Estado e eles não são repassados ao Instituto. Agora, o governo Leite quer penalizar, mais uma vez, os servidores com os menores salários. Isso é inadmissível e vai ter luta”, frisou a diretora Juçara Borges.

“Realizar a plenária em defesa do IPE, em Guaporé, é uma forma de esclarecer e mobilizar todos os servidores públicos estaduais da região do 3° Núcleo”, enfatizou a diretora do 3° Núcleo, Marili Grosselli Toldi.

O CPERS e a FSP seguem incansáveis cruzando o estado e movimentando a sociedade em defesa de salário digno para todos(as) os trabalhadores(as) e por um IPE Saúde público e solidário. Participe das plenárias em sua região! Contate o seu núcleo e mobilize-se!

 

                                             

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