Coletivo Estadual da Juventude do CPERS traça novos caminhos na luta pela transformação educacional


Jovens educadores(as) de todo o estado se reuniram, neste sábado (6), para fortalecer a luta, traçar novas perspectivas políticas na educação e estreitar laços com as demais organizações da juventude e dos movimentos sociais, durante atividade promovida pelo Coletivo Estadual da Juventude do CPERS.

A reunião, que ocorreu na sede do CPERS, em Porto Alegre, também buscou reorganizar os Coletivos Regionais e Estadual do Sindicato.

“O CPERS foi erguido por jovens, que se organizaram, construíram a nossa história e continuam fazendo mobilizações até hoje. A educação é um dos pilares fundamentais de uma sociedade justa e igualitária e temos a responsabilidade de renovar a luta, que só será possível se fortalecermos o Sindicato”, destacou Suzana Lauermann, secretária-geral e diretora do Departamento da Juventude do CPERS.

Suzana também afirmou que, nos últimos anos, há um decréscimo de jovens professores(as) e funcionários(as) de escola, o que se reflete também no número de sócios(as).

“Essa é a nossa realidade atual e os dados são muito preocupantes. Há muitos fatores que contribuem para essa tendência, como a falta de incentivos financeiros, reconhecimento e valorização da carreira, condições precárias de trabalho e o desafio de lidar com o excesso de demandas no ambiente escolar. Temos o papel de reverter essa situação”, frisou.

De acordo com a tesoureira e diretora do departamento da Juventude do CPERS, Rosane Zan, é preciso honrar o passado para haver uma compreensão profunda do desenvolvimento educacional e dos direitos da juventude no presente e traçar novos caminhos para o futuro.

“O CPERS é um sindicato com histórico de lutas. Fizemos inúmeras greves e manifestações. Sempre tivemos esse senso de rebeldia contra o sistema. Precisamos traçar novas perspectivas de mobilização, reconhecendo o que fizemos no passado para construir novos horizontes no futuro”, asseverou Rosane.

Ela ressaltou ainda a necessidade de fortalecer a resistência pela revogação do novo Ensino Médio.

“O novo Ensino Médio foi implantado sem debate com especialistas e comunidades escolares, que são os principais envolvidos no processo. Além disso, a fragmentação do conhecimento e a falta de profundidade em relação às disciplinas fundamentais podem prejudicar a formação dos alunos e aprofundar as desigualdades educacionais”, discorreu.

O encontro teve como convidado, Bruno Vital, coordenador do Coletivo da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que debateu sobre o desafio de organizar a luta na atual conjuntura nacional e a participação da juventude dentro das instâncias sindicais.

“Nossa tarefa é fazer com que jovens professores e funcionários de escola possam se aproximar do movimento sindical, estabelecendo uma unidade com novas perspectivas de organização. É preciso pensar na necessária representação da juventude nos sindicatos”, assegurou.

Bruno também destacou que é fundamental fortalecer a organização, formação e capacitação de jovens lideranças dos movimentos sociais e sindicais, bem como o engajamento da juventude na luta pela educação.

“Que possamos discutir a pauta econômica e salário digno mas também que modelo de sociedade queremos para o futuro”, finalizou.

Confira, abaixo, os principais encaminhamentos da reunião:

  • Criação de materiais gráficos, em abordagem mais direta, direcionados para a juventude, sobre questões relevantes aos jovens educadores(as) em início de carreira;
  • Divulgar e mobilizar a base para a Mostra Pedagógica 2023;
  • Realizar uma agenda de visitas aos 42 núcleos, fortalecendo a representatividade no Sindicato;
  • Atrair novos sócios(as) e ampliar a participação da juventude nos movimentos sindicais e sociais

Notícias relacionadas