Basta de violência e bullying nas escolas: justiça por Carlos!


A violência e o bullying traumatizam, machucam e matam. Dentro das escolas, afetam a todos e todas: professoras(es), alunas(os), funcionárias(os) e toda a comunidade escolar, seja no seu dia a dia, na sua história e no seu futuro. 

Dados revelados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) revelam que, em 2023, casos envolvendo violência nas escolas subiram cerca de 50% em relação ao ano anterior. Somente entre janeiro e setembro, mais de 9.500 chamados foram feitos através do Disque 100.

Na última semana, infelizmente, mais um caso chegou ao ápice da violência. Carlos Teixeira, de apenas 13 anos, foi espancado dentro da Escola Estadual Júlio Pardo Couto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, por dois alunos da mesma instituição. Uma semana após as agressões, o garoto veio a falecer, em decorrência dos ferimentos. 

Mais do que um ambiente de aprendizado, as escolas devem ser um espaço de convivência onde permeiam o respeito, a harmonia e as perspectivas para o futuro de cada um. É um lugar onde aprendemos muito, mas é também onde conhecemos pessoas diferentes, com as suas individualidades, anseios e sonhos. 

Considerando esse contexto, não é possível que sigamos vivendo em uma realidade onde quase 15% dos estudantes do nono ano do Ensino Fundamental deixem de ir à escola por não se sentirem seguros no caminho de casa para a escola ou da escola para a casa. Não podemos aceitar que 9,5% desses estudantes não se sentem seguros no ambiente escolar (dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, PeNSE, 2015, do IBGE).

Essas violências, que permeiam os primeiros anos de convívio social entre esses estudantes, culminam em consequências devastadoras na saúde mental e física, além da qualidade de vida pessoal e social, ao longo da vida desses jovens. 

Para o CPERS, respeitar as diferenças e apoiar uns aos outros é o princípio básico para se viver em uma sociedade igualitária. Dentro de uma comunidade escolar, essa perspectiva não poderia ser diferente. A violência, seja ela física ou psicológica, promovida através do bullying, do racismo e de outros tipos de preconceito, deve ser combatida em todos os âmbitos, todos os anos, por todos nós. 

BASTA DE VIOLÊNCIA! BASTA DE BULLYING!

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