Audiência Pública sobre a previdência do Estado: Cpers cobra demora na concessão de aposentadorias


Em audiência pública da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado, realizada na manhã desta quinta-feira (2), representantes de diversas categorias do funcionalismo voltaram a reclamar de atrasos na concessão de aposentadorias. O encontro, que ocorreu em ambiente virtual, foi proposto pela deputada Sofia Cavedon (PT).

Segundo o 2º vice-presidente do Cpers-Sindicato, Edson Garcia, as mudanças no sistema previdenciário gaúcho geraram um grande número de pedidos de aposentadoria em 2020, e o IPE/Prev acabou atrasando a análise dos processos em mais de um ano. “Houve casos de colegas, que morreram esperando pelo benefício a que tinham direito”, revelou.
O vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul, Rogério Viana, se somou às queixas. Segundo ele, a aposentadoria “leva tempo para sair e, quando o trabalhador recebe, os valores estão defasados”. Ele criticou a política do governo Leite para o funcionalismo e acusou o Executivo de “produzir superávit em cima de direitos dos servidores”.
O diretor-presidente do IPE/Prev,  José Guilherme Kliemann, reconheceu que ocorreram atrasos, devido ao grande número de pedidos decorrentes da reforma previdenciária. Segundo Kliemann, o IPE tem a meta de analisar as solicitações e publicar as concessões no máximo em 60 dias. Para isso, está contratando emergencialmente 25 servidores e pretende realizar concurso público para 72 cargos na primeira quinzena de fevereiro de 2022.
Edson Garcia, que também é conselheiro do instituto, afirmou que os benefícios ainda continuam demorando para entrar em vigência. Outro problema apontado pelo líder sindical é que alguns servidores encaminham pedido para aposentadoria de 40 horas e só recebem para 20h. “Os vencimentos relativos ao outro período só vêm seis ou sete meses depois, gerando uma redução drástica de salário”, apontou.
A gerente de Benefícios do IPE, Cínara Regina Francisco, trouxe alguns pontos relacionados ao formulário, considerado confuso. Ela admitiu que não há como informar a opção legal mais favorável ao beneficiário, pois para isso o sistema teria que realizar simulações, o que ainda não está sendo feito. Segundo ela, o IPE deverá buscar uma solução para o problema no próximo período.

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