Arrocho no 13º: pagamento será novamente por empréstimo ou parcelamento


Além dos salários congelados, dos inúmeros descontos no contracheque, do sofrimento psíquico, do adoecimento e da sobrecarga que marcaram o ano da pandemia, os educadores(as) gaúchos serão novamente obrigados a tomar um empréstimo para receber o próprio 13º ou parcelar o direito ao longo de 2021.

Eduardo Leite (PSDB) não tocou no assunto na sexta-feira (27), quando anunciou com pompa e circunstância o pagamento em dia da folha de novembro, onze meses depois do prometido em campanha e cumprindo nada mais do que a sua obrigação.

Já neste domingo (29), confirmou a operação de crédito.

Como em todos os anos desde o governo Sartori, a categoria vive dias de tensão para saber se conseguirá realizar a transação. Tradicionalmente, o Banrisul tem negado o empréstimo aos servidores(as) que têm restrição de crédito ou que estão em litígio com o banco.

Do ponto de vista legal, o CPERS precisa aguardar a negativa para ingressar com um mandado de segurança que force o banco a realizar a operação sem restrições. Acompanharemos de perto para entrar com a ação tão logo quanto possível.

Antes, o Sindicato busca dialogar com a instituição financeira para evitar mais este transtorno em um ano de sérias dificuldades para todos.

Até o momento, o Banrisul não divulgou a data de início para efetuar a operação.

A política de arrocho e descaso do governo leva educadores(as) a contraírem sucessivos endividamentos. Além do salário corroído por uma inflação acumulada de mais de 30%, muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito junto ao banco.

Enquanto o governo empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

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