Após denúncias do CPERS, Jornal do Almoço escancara o vergonhoso desconto da insalubridade efetuado pelo governo Leite


Hoje (3), o Jornal do Almoço trouxe à luz uma denúncia, que está sendo feita há tempos pelo CPERS, e que precisa chegar a todos os gaúchos e gaúchas, para desmascarar o falso discurso de “prioridade para a educação” e do fazer de conta que “concede reajustes aos educadores” do governo Eduardo Leite (PSDB).

Em uma matéria tocante, foram apresentados os casos de duas funcionárias de escola, da limpeza e da merenda, que sofreram com o absurdo desconto da insalubridade, realizado neste mês.

É inadmissível e ultrajante que, em um estado que supostamente preza pelo bem-estar e dignidade de seus cidadãos, os funcionários(as) das escolas estaduais do Rio Grande do Sul sejam tratados com tamanho desrespeito e desvalorização.

A insalubridade é um direito fundamental para esses profissionais que trabalham incansavelmente na formação das futuras gerações. Não é apenas um valor adicional, é um reconhecimento merecido para esses educadores(as) que, diariamente, lidam com produtos que apresentam riscos à saúde e à segurança para garantir um ensino de qualidade.

Além da insalubridade, várias outras gratificações também têm sido sistematicamente burladas, prejudicando os trabalhadores(as) que deveriam ser beneficiados por esses adicionais. O mais preocupante é que o governo tem conhecimento dessa prática, mas pouco tem feito para coibir essa situação – e o CPERS tem denunciado em todas as oportunidades e pressionado por mudanças.

Para piorar, essa questão é parte de um problema maior, que tem suas raízes em uma defasagem histórica dos salários. A tabela salarial dos funcionários(as) da educação, que remonta a R$ 657,97 apresenta graves problemas, cuja maior parte da tabela inicial (nivel 1, classe A) fica abaixo do Salário Mínimo Regional. Além disso, estes educadores(as) sofrem com a estagnação salarial, que já perdura por quase uma década.

O que Eduardo Leite(PSDB) pretende com essa atitude vergonhosa? Deixar claro que não valoriza a educação, que não respeita aqueles que se dedicam a construir um futuro melhor para nossos jovens?

É inaceitável que trabalhadores(as) empenhados em suas atividades e que lidam diariamente com condições insalubres não recebam as gratificações devidas, agravando ainda mais a sua situação financeira. O governo deve assumir a responsabilidade de resolver essa questão.

Diante desse cenário degradante, o CPERS reforça o seu repúdio a essa ação do governo Leite (PSDB). O Sindicato já enviou um ofício ao governo exigindo uma audiência urgente para reverter esta situação absurda e injusta. A insalubridade é um direito inquestionável desses educadores(as), e não descansaremos até que ela seja efetivamente paga, como deve ser.

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