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Educadores decidem, em Assembleia Geral, suspender a greve e fortalecer mobilizações

Na tarde desta sexta-feira (31), os educadores gaúchos decidiram, em Assembleia Geral do CPERS, pela suspensão da greve. A partir da próxima quarta-feira, dia 05, os educadores se mantém em Estado de Greve, alertas ao chamado do Sindicato para as mobilizações, que serão fortalecidas. A próxima já está marcada: terça-feira, dia 04 de abril, haverá manifestação na Praça da Matriz contra a aprovação do pacote de maldades de Sartori. A concentração será às 10 horas, em frente ao CPERS (Av. Alberto Bins, 480, Centro – Porto Alegre).
A paralisação dos professores e funcionários de escola teve início no último dia 15, juntamente com a Greve Nacional conclamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE. Na quarta-feira, dia 05, as aulas serão retomadas.
“Os ataques aos nossos direitos não vão encerrar nos próximos dias. Por isso, a nossa categoria decidiu, sabiamente, acumular forças para as ações de rua na construção da greve geral. Continuaremos com a nossa resistência, a nossa batalha. As ruas serão o nosso lugar até que os nossos direitos sejam respeitados”, destacou a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.
Após o final da Assembleia, os educadores seguiram em caminhada até a Esquina Democrática para somar-se aos demais trabalhadores no ato “Dia Nacional de Mobilização”, em defesa da democracia, contra as reformas da Previdência e trabalhista, o projeto da terceirização irrestrita do governo ilegítimo Temer e contra os ataques do governo Sartori.

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Repúdio a agressão da BM contra os municipários de Cachoeirinha
No início da Assembleia, em ato simbólico, professores (as) e funcionários (as) de escola, realizaram uma salva de palmas em solidariedade aos servidores do município de Cachoeirinha, covardemente agredidos pela Brigada Militar na manhã desta quinta-feira durante manifestação pacífica pela garantia dos seus direitos.
A professora Silvana Maria Pilotti Duarte, do município de Cachoeirinha, classificou a ação da Brigada como um verdadeiro massacre e destacou que a luta dos municipários continua. “Chegaram a quebrar uma cadeira na cabeça de um colega. Um verdadeiro campo de guerra. Fomos tratados como bandidos e não como trabalhadores que estavam ali para defender seus direitos. Mas a nossa luta continua e cada vez mais forte”, afirmou.

Mobilizações aprovadas:

1 – Suspender a greve, com calendário forte de mobilização, retornando as atividades na quarta-feira (05/04),  com a garantia do pagamento dos dias parados e revertendo os casos de perseguição e respeitando a Lei de Gestão Democrática nas escolas;
2 – Dar continuidade as plenárias de discussão da Reforma da Previdência e demais Reformas, bem como o fortalecimento dos Comitês locais;
3 – Acompanhar o calendário de mobilização da CNTE;
4 – Participar no dia 28 de abril da Greve Geral chamada pelas Centrais Sindicais, Sindicatos, Federações e Confederações;
5 – Realizar paralisação e vigília nos dias de votação das PECs e a realização de Ato estadual;
6- Realizar escrachos ao Sartori em todos os espaços em que ele estiver;
7 – Continuar com os escrachos aos deputados estaduais e federais nas bases eleitorais;
8 – Realizar marchas temáticas municipais, culminando em marchas estaduais;
9 – Discutir com a categoria a importância do IPE público e de qualidade, devido à eminência do Judiciário em criar um plano próprio de saúde;
10 – Procurar todas as entidades para integrar os comitês locais contra as reformas do governo golpista de Temer e do governo Sartori;
11 – Realizar Moção de Repúdio contra a violência praticada contra os servidores da prefeitura de Cachoeirinha, apoiada pelo prefeito Mike Breier (PSB) e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marco Barbosa;
12 – Usar o fundo de greve para auxiliar financeiramente os colegas que estão tendo descontos de salário.

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