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Servidores pressionam e impedem votação do projeto sobre a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal

A pressão dos educadores e demais servidores, dentro e fora da Assembleia Legislativa, desde o início da manhã de hoje, impediu que o projeto sobre a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal – RRF (PLC 249) fosse votado. Em uma sessão tumultuada, que durou cerca 4 horas, não foi votada sequer uma das 11 emendas ao projeto.
O PLC traz, entre outros prejuízos, o congelamento dos investimentos em áreas essenciais à população como educação, saúde e segurança; promove o arrocho salarial, que será estendido até 2023, aumenta a dívida do Estado com a União em R$ 30 bilhões e ainda prevê a privatização de empresas públicas como CEEE, CRM, Sulgás e Corsan. Ou seja, o governo quer entregar estatais, arrochando ainda mais os servidores e precarizando, de forma mais cruel, os serviços oferecidos à população gaúcha, especialmente aos que mais necessitam.
Para colocar o projeto em votação novamente, o governo pode convocar uma sessão extraordinária, a partir da próxima terça-feira (26). No entanto, ao final da sessão, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, admitiu que a votação deve ficar para janeiro.
De mãos dadas, os servidores que estavam nas galerias cantaram, ao término da sessão, o hino do Rio Grande do Sul e celebraram a vitória da resistência, nesta sexta. Logo após, repetiram o mesmo ato realizado há um ano, quando Sartori colocou seu pacote de maldades em votação, e junto ao monumento da Praça da Matriz, pediram, em uma só voz: Fora Sartori!
“Hoje os servidores públicos deram uma aula de cidadania fantástica! Nossa organização, articulação e consciência da importância de um estado indutor de políticas públicas foram fundamentais para ganhar essa batalha. Vamos começar a organizar os dias 29, 30 e 31 de janeiro! Dias das próximas batalhas. À luta”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

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