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Pressão dos educadores faz governo encaminhar projeto que prevê a indenização aos servidores pelo atraso do pagamento dos salários e do 13º

A pressão dos educadores, através da forte Greve da categoria, das manifestações, dos registros dos Boletins de Ocorrência e da ação coletiva do Sindicato, já julgada procedente, fez com que o governo Sartori encaminhasse a Assembleia Legislativa, em regime de urgência, na tarde desta terça-feira (26), um projeto que estabelece a indenização aos servidores por conta do atraso dos salários e do 13º.
Segundo informações repassadas durante a coletiva de imprensa realizada com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e o secretário de Educação, Ronald Krummenauer, assim que o projeto for aprovado pela Assembleia, serão pagas as indenizações desde o primeiro parcelamento, ocorrido em 2015.
Sartori paga de forma parcelada a remuneração dos educadores e demais servidores, consecutivamente, desde fevereiro de 2016. Em agosto deste ano, depositou a menor parcela: R$ 350,00. Foi a gota d`água para os educadores decretarem a Greve da categoria, que mantém-se forte e com crescente adesão dia após dia, desde o dia 05 de agosto.“Esta é a prova de que a nossa Greve está fazendo o governo recuar. Mas estamos atentos e vamos continuar mobilizados, visitando escolas e reforçando ainda mais a nossa greve. E nesta sexta-feira, dia 29, convoco a cada um e a cada uma a virem para a nossa Assembleia de Mobilização, às 8h30, no Gigantinho. Logo após, faremos um grande ato unificado dos servidores unindo ainda mais todas as categorias, no Largo Glênio Peres”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Ato exige esclarecimentos ao Tribunal de Justiça

Durante a manhã, centenas de educadores realizaram um ato em frente ao Tribunal de Justiça – TJ para marcar a data de mais de um ano desde que o TJ determinou que o governo deveria pagar em dia os salários dos educadores gaúchos, no dia 5 de setembro de 2016. Na ocasião, o Comando de Greve do CPERS protocolou um ofício pedindo esclarecimentos ao TJ.
“No dia 05 de setembro, fez um ano que o Tribunal deferiu essa liminar e mesmo assim, Sartori continua parcelando os nossos salários”, observou Helenir.
Do local, professores e funcionários de escola seguiram em caminhada até a Praça da Matriz onde ficaram concentrados para pressionar os deputados para que votassem contra o Projeto de Lei – PL 148, que prevê o fim da cedência dos servidores para os sindicatos.
Mais uma vez, a força da manifestação dos educadores deu resultado, pois os deputados retiraram o quorum, o que impediu a votação do projeto.

Fotos: Carol Ferraz

 

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