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Presidente do CPERS destaca a importância da Escola do Campo em Seminário da Escola da Terra

Nesta sexta-feira (28), ocorreu, no Salão de Atos da UFRGS, o terceiro e último dia do Seminário Escola da Terra. A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez uma análise sobre a mesa temática Organizando o presente, projetando o futuro: a docência como ato político, poético e transformador.
Além de Helenir, compuseram a mesa de debates o coordenador do curso de licenciatura em Educação no Campo, Antônio Marcos T. Dalmolin, a coordenadora do curso de licenciatura em Educação no Campo, Elisete Enir Bernardi. A mediação foi da professora Darli Collares.
Helenir relembrou que quando começou no magistério lecionou na escola de campo e trabalhou com turmas multisseriadas. “Eu era uma professora cem por cento urbana, que foi dar aula em uma escola rural e aprendi muito. Aprendi a fazer canteiro com os meus alunos, por exemplo. Porque eu não sabia nem segurar uma enxada. Tivemos muitas trocas”.
A presidente do CPERS destacou a importância do debate e da defesa das escolas da terra e o descaso do governo tem com essas instituições. “Para o governo, a escola do campo é um gasto, não um investimento. Há um projeto para acabar com as escolas da terra. Não podemos esquecer que a escola de campo é uma peça fundamental para que os alunos permaneçam no campo. Que bom que o UFRGS está trazendo um assunto tão importante para o debate”, afirmou.
“No CPERS a luta pela escola de campo é diária, nós não baixarmos a guarda. Temos que ter esse comprometimento com a educação pública, a defesa da escola de campo. Não podemos mais permitir que a responsabilidade da educação caia somente sobre nós educadores, precisamos trazer a comunidade conosco, mostrar o quanto eles são importantes nessa luta”, concluiu Helenir.
O Seminário, que teve início no dia 26, teve objetivo a reflexão sobre a educação do campo e da cidade. Para isso, propiciou momentos de compartilhamento das experiências dos professores da Escola da Terra que atuam em comunidades do campo e quilombolas. Através disso, foi possível avaliar as questões que tornam visíveis a complexidade e relevância de sua existência para qualidade de vida da humanidade.

 

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