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Núcleo 1 – Caxias do Sul

Núcleo: 1 – Caxias do Sul

Cidades atendidas: ANTONIO PRADO CAXIAS DO SUL, FARROUPILHA,FLORES DA CUNHA, NOVA PETROPOLIS,
SAO MARCOS, NOVA ROMA DO SUL, NOVA PADUA, PICADA CAFE

Telefone: (54)3223.2431 FAX : (54)3027.2604
nucleo01@cpers.org.br
Rua Mal. Floriano, 493 – Sala 21
Centro
Caxias do Sul/RS
CEP 95020-370

Diretor Geral
David Orsi Carnizella

Vice-Diretora
Ana Paula Santos

Secretária
Alessandra Maria Lazzari

Tesoureiro
José Fernando Orsi

Diretores
Geniza Madruga Maciel
Giorgia Carmen Fernandes
Ísis Cristina Pires de Lima
Neura Maria Gandolfi
Sueli Aparecida Dal Prá

Professoras da UFRGS e da UFSM ressaltam a importância da defesa dos direitos dos educadores e da educação pública

Dando continuidade a Aula Cidadã organizada pelo CPERS, nesta quinta-feira (26), a professora doutora e diretora do Planetário da UFRGS, Daniela Borges Pavani, e a professora Mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Roséli Gonçalves do Nascimento, destacaram a importância da resistência no período atual, em que dia após dia os direitos dos trabalhadores são atacados.
Daniela relatou sua trajetória em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação destacando a importância da resistência pelos direitos da categoria.  “Ao longo da minha caminhada, aprendi que lutar pela reforma de um telhado da escola era muito mais que isso. Era, na verdade, discutir a educação e o projeto político de um Estado”, observou.
Daniela observou que em seu dia a dia como docente e pesquisadora, fala de resistência as suas alunas e alunos, bem como aborda a dificuldade de vencer no cotidiano as questões de ser mulher em uma sociedade machista, a importância da educação e a necessidade de resistência para ser fazer ciência no Brasil.  “O governo atual nos prefere colonizados, do que resolvendo os problemas da nossa sociedade, do campo e da sociedade”, frisou.
A professora observou que a luta dos trabalhadores deve discutir o Estado e suas ideologias e que somente com a união da classe trabalhadora será possível construir um país diferente. O ingrediente principal está no contexto de luta de classes. “Vivemos o resultado desse processo, através da retirada de direitos. Nós não podemos deixar de resistir, temos que cotidianamente construir alternativas e construirmos, com unidade, um país com desenvolvimento nacional resgatando a nossa auto estima e a nossa história. Hoje vivemos a esteira de desconstrução das esperanças, onde não nos dão alternativas. Década após década o CPERS nos dá exemplo de luta pelos direitos dos trabalhadores e por uma política de estado que nos permita construir uma nação. Nós, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, nos somamos a vocês. Iremos passar por este momento, porque vamos resistir”, afirmou.
A professora Mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Roséli Gonçalves do Nascimento, ministrou a palestra “Em defesa do profissional docente e da educação pública”, na qual destacou os mecanismos que estão minando a educação pública.
Roséli mapeou mecanismos de ataque aos profissionais da educação como: anti-intelectualismo, ideia de suspensão a tudo que envolve os artistas e os trabalhadores em educação; o deslocamento entre a palavra e a manipulação ideológica; a desprofissionalização da categoria docente por meio de discursos “aparentemente bem intencionados”, que tratam a carreira como um dom, vocação ou missão, mas utilizados para diminuir a necessidade de valorização dos professores e de que estes sejam tratados como profissionais e a afronta à lei, a dignidade docente, exemplificada pelo não respeito do governo aos direito constitucional do educadores de receber em dia e de forma integral o salário e o 13º.
“Estamos em um momento em que opiniões e leituras muito superficiais têm mais peso do que estudos científicos e práticas pedagógicas. Tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul a palavra de ordem é resistir”, afirmou.

Professora Roséli Gonçalves do Nascimento

Professora Daniela Borges Pavani

Frente Brasil Popular lança Plano Popular de Emergência em Porto Alegre na próxima quinta

A Frente Brasil Popular (FBP) promove na próxima quinta-feira (28), às 19h, o lançamento estadual do Plano Popular de Emergência (PPE), no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do RS, no centro de Porto Alegre. Já estão confirmadas as presenças de João Paulo, do MST, e da presidenta nacional da UNE, Marianna Dias.
O plano é uma proposta aberta para discussão com a sociedade brasileira e integra o esforço coletivo da Frente em unificar as forças democráticas e populares. Através de 10 eixos que compõem o Plano Popular de Emergência, são apresentadas propostas para restabelecer a ordem constitucional democrática, defender a soberania nacional, enfrentar a crise econômica, reverter o desmonte do Estado e salvar as conquistas históricas do povo trabalhador.
Segundo o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, a iniciativa cumpre um papel muito importante nesta fase de enfrentamento ao golpe. “A FBP representa amplamente a classe trabalhadora e o Plano Popular de Emergência se torna mais um instrumento de diálogo com os mais diversos setores da sociedade”, acredita.
As entidades que fazem parte da FBP acreditam que a sociedade deve participar desse momento e discutir qual o rumo que o Brasil deve seguir. “Além disso, o plano traz um programa como indicação para revertermos o cenário atual. Apontar um caminho para a retomada do crescimento com geração de emprego e distribuição de renda potencializa a FBP”, afirma Nespolo.
Para a ampliação do plano, é fundamental organizar os Comitês de Resistência nos municípios. “Com essa organização, a constante denúncia do golpe e o plano indicando um caminho, teremos vitalidade para enfrentar os desafios do próximo período e as eleições em 2018”, ressalta Nespolo.
As proposições contidas no PPE têm como objetivo inverter, no mais curto espaço de tempo, os indicadores econômicos, sociais e políticos que resultaram do golpe. O plano trata de implementar um projeto nacional de desenvolvimento que vise a fortalecer a economia nacional, o desenvolvimento autônomo e soberano, enfrentar a desigualdade de renda, de fortuna e de patrimônio como veias fundamentais para a reconstrução da economia brasileira, para a recomposição do mercado interno de massas, da indústria nacional, da saúde financeira do Estado e da soberania nacional, um modelo social baseado no bem-estar e na democracia.
O PPE já foi lançado em diversas capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Conheça os eixos do Plano Popular de Emergência

I. Democratização do Estado;
II. Política de desenvolvimento, emprego e renda;
III. Reforma Agrária e Agricultura Familiar Camponesa;
IV. Reforma Tributária;
V. Direitos Sociais e Trabalhistas;
VI. Direito à Saúde, à Educação, à Cultura e à Moradia;
VII. Segurança Pública;
VIII. Direitos Humanos e Cidadania;
IX. Defesa do meio-ambiente;
X. Política Externa Soberana