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Núcleo 1 – Caxias do Sul

Núcleo: 1 – Caxias do Sul

Cidades atendidas: ANTONIO PRADO CAXIAS DO SUL, FARROUPILHA,FLORES DA CUNHA, NOVA PETROPOLIS,
SAO MARCOS, NOVA ROMA DO SUL, NOVA PADUA, PICADA CAFE

Telefone: (54)3223.2431
nucleo01@cpers.org.br
Rua Moreira Cesar, 2712, sala 21
Centro
Caxias do Sul/RS
CEP 95034-000

Diretor Geral
David Orsi Carnizella

Vice-Diretora
Ana Paula Santos

Secretária
Alessandra Maria Lazzari

Tesoureiro
José Fernando Orsi

Diretores
Geniza Madruga Maciel
Giorgia Carmen Fernandes
Ísis Cristina Pires de Lima
Neura Maria Gandolfi
Sueli Aparecida Dal Prá

Ato Unificado de servidores municipais e estaduais denuncia o descaso dos governos Sartori e Marchezan com a educação pública

Na manhã desta segunda-feira (6), a Direção Central do CPERS e os educadores e educadoras dos 38º e 39º Núcleos participaram do Ato Unificado em defesa da Educação Pública, juntamente com os servidores municipários de Porto Alegre. Também participaram da mobilização estudantes da União Brasileira do Estudantes Secundaristas (UBES) e União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE/RS).
A concentração iniciou por volta das 8h, na Praça da Matriz. Às 10h os servidores partiram em caminhada até a Secretaria Municipal de educação – SMED, onde entregaram um documento para a chefe de gabinete, Adriana Carvalho, já que o secretário municipal de Educação, Adriano Castro dos Santos, não estava. No documento, os educadores denunciaram o descaso do governo Marchezan com a educação pública municipal.
O diretor-geral do Simpa, Jonas Reis, disse que os municipários estão lutando para receber seus salários em dia e para derrubar o pacote de projetos do governo Marchezan que acaba com o plano de carreira do funcionalismo
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou as políticas de destruição dos governos Sartori, Marchezan e Temer. “O desmonte do serviço público é nacional, estadual e municipal. É importante que cada vez mais possamos estar unificando as nossas lutas. Também estamos nos preparando para o grande dia de luta, dia 10, dia da Greve Geral dos trabalhadores. Neste dia, temos que dar a resposta e mostrar a nossa capacidade de resistência aos ataques destes governos”, afirmou.
Helenir também parabenizou os municipários que já somam 34 dias de greve contra os ataques de Marchezan. “Nós estamos 61 dias em greve, resistindo aos ataques do governo Sartori. Quero parabenizar aos municipários que também estão paralisados há mais de 30 dias, na luta pelos seus direitos e pelo serviço público. A nossa luta é por todos nós, é pelo Brasil, por Porto Alegre e pelo Rio Grande do Sul”.
No fechamento do Ato, os servidores queimaram um caixão com os nomes de Sartori e Temer, simbolizando o luto pela educação pública estadual e municipal.


Foto: Maia Rubims/Sul21

Foto: Maia Rubims/Sul21
Foto: Maia Rubims/Sul21
Foto: Maia Rubims/Sul21

 

 

Professoras da UFRGS e da UFSM ressaltam a importância da defesa dos direitos dos educadores e da educação pública

Dando continuidade a Aula Cidadã organizada pelo CPERS, nesta quinta-feira (26), a professora doutora e diretora do Planetário da UFRGS, Daniela Borges Pavani, e a professora Mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Roséli Gonçalves do Nascimento, destacaram a importância da resistência no período atual, em que dia após dia os direitos dos trabalhadores são atacados.
Daniela relatou sua trajetória em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação destacando a importância da resistência pelos direitos da categoria.  “Ao longo da minha caminhada, aprendi que lutar pela reforma de um telhado da escola era muito mais que isso. Era, na verdade, discutir a educação e o projeto político de um Estado”, observou.
Daniela observou que em seu dia a dia como docente e pesquisadora, fala de resistência as suas alunas e alunos, bem como aborda a dificuldade de vencer no cotidiano as questões de ser mulher em uma sociedade machista, a importância da educação e a necessidade de resistência para ser fazer ciência no Brasil.  “O governo atual nos prefere colonizados, do que resolvendo os problemas da nossa sociedade, do campo e da sociedade”, frisou.
A professora observou que a luta dos trabalhadores deve discutir o Estado e suas ideologias e que somente com a união da classe trabalhadora será possível construir um país diferente. O ingrediente principal está no contexto de luta de classes. “Vivemos o resultado desse processo, através da retirada de direitos. Nós não podemos deixar de resistir, temos que cotidianamente construir alternativas e construirmos, com unidade, um país com desenvolvimento nacional resgatando a nossa auto estima e a nossa história. Hoje vivemos a esteira de desconstrução das esperanças, onde não nos dão alternativas. Década após década o CPERS nos dá exemplo de luta pelos direitos dos trabalhadores e por uma política de estado que nos permita construir uma nação. Nós, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, nos somamos a vocês. Iremos passar por este momento, porque vamos resistir”, afirmou.
A professora Mestre em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Roséli Gonçalves do Nascimento, ministrou a palestra “Em defesa do profissional docente e da educação pública”, na qual destacou os mecanismos que estão minando a educação pública.
Roséli mapeou mecanismos de ataque aos profissionais da educação como: anti-intelectualismo, ideia de suspensão a tudo que envolve os artistas e os trabalhadores em educação; o deslocamento entre a palavra e a manipulação ideológica; a desprofissionalização da categoria docente por meio de discursos “aparentemente bem intencionados”, que tratam a carreira como um dom, vocação ou missão, mas utilizados para diminuir a necessidade de valorização dos professores e de que estes sejam tratados como profissionais e a afronta à lei, a dignidade docente, exemplificada pelo não respeito do governo aos direito constitucional do educadores de receber em dia e de forma integral o salário e o 13º.
“Estamos em um momento em que opiniões e leituras muito superficiais têm mais peso do que estudos científicos e práticas pedagógicas. Tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul a palavra de ordem é resistir”, afirmou.

Professora Roséli Gonçalves do Nascimento

Professora Daniela Borges Pavani