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Base Nacional Comum Curricular não contempla a formação de cidadãs e cidadãos com pensamento crítico

A Secretaria Estadual de Educação lançou esta semana uma plataforma digital para receber sugestões de educadores para a construção da nova Base Nacional Comum Curricular – BNCC. O CPERS alerta que esta participação é enganosa, pois sabemos que o governo Sartori já contratou uma consultoria para a elaboração da proposta. Mais uma vez, este desgoverno quer enganar a população vendendo a falsa ideia de um governo democrático e participativo.
A verdade é que esta iniciativa está alinhada a um projeto nacional de educação meritocrática, a Base Nacional Comum Curricular – BNCC, do governo Temer.
O objetivo, na verdade, é realizar uma reforma empresarial da educação. Criar um “catálogo” de competências e habilidades que impeçam a formação de cidadãos e cidadãs questionadores, críticos, com capacidade de refletir e questionar a realidade em que vivem. É uma política gerencialista que está sendo construída a nível nacional e estadual para criar um controle sobre as escolas.
O CPERS acompanha desde o início todas as discussões sobre a Base Comum Curricular, através da Conape. Acreditamos que é na escola que se vivencia e se pratica o projeto político pedagógico com sua base curricular.
Desde já, orientamos a todos os educadores e educadoras para que façam o contraponto cobrando do governo o respeito ao currículo que vem do chão da escola e aborda assuntos fundamentais como a diversidade, os saberes, as culturas locais e a questão de gênero.
Não é possível aceitar um currículo que não respeite aqueles que fazem o fazer pedagógico dentro da escola. É imprescindível exigir do governo que os órgãos que representam os educadores e as educadoras, como o Conselho Estadual de Educação e o CPERS, sejam chamados para contribuir com a BNCC e não os órgãos gerenciadores do mercado.
O Sindicato estará em todos os espaços dos seus 42 núcleos denunciando todas as vezes em que não for respeitada a autonomia pedagógica da escola. Não aceitaremos que restrinjam as disciplinas das ciências humanas e outras que fazem parte da construção do conhecimento.
A escola em que acreditamos é aquela capaz de formar cidadãos e cidadãs com pensamento crítico, que discute e coloca em prática um projeto pedagógico que considera os conteúdos curriculares que os estudantes e a comunidade escolar apontam como os mais pertinentes para a efetivação do direito ao acesso de todas e todos a uma educação pública de qualidade.

CPERS/SINDICATO

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