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Não calarão a nossa voz: a caravana continua!

Na tarde da terça-feira (18), o departamento jurídico do CPERS foi notificado sobre decisão do desembargador eleitoral Gerson Fischmann, parcialmente favorável a mandado de segurança impetrado pelo candidato à reeleição José Ivo Sartori e sua coligação contra a iniciativa “Caravana em Defesa da Escola Pública”, realizada desde o dia 3 de julho em todos os 42 núcleos do Sindicato.

Após duas representações negadas pela Justiça, os requerentes conseguiram apenas parte do desejado, impedindo a distribuição de dois materiais durante reuniões com educadores(as) no chão da escola, mas sem sucesso no pedido de busca e apreensão dos impressos.

Os impetrantes alegam que o Sindicato realiza propaganda eleitoral negativa. Estão enganados. No exercício legítimo da defesa dos interesses da categoria, a entidade dialoga com a sua base para efetuar uma retrospectiva das ações da atual gestão, bem como da atuação de deputados estaduais e federais em relação a projetos que afetam diretamente a educação pública, sem jamais faltar com a verdade. Causa surpresa, então, que o candidato avalie como “propaganda negativa” a exposição de seus próprios feitos à frente do Estado.

Honrando nossa tradição de respeito às instituições democráticas, a partir desta quarta-feira (19) os materiais citados no despacho não serão mais distribuídos nas reuniões com educadores(as), mas permanecem em circulação fora do espaço escolar. Duas publicações, também citadas no mandado, foram removidas do site e do Facebook da instituição.

Mas a caravana passa. Com 73 anos de história, o CPERS jamais se curvou diante de qualquer tentativa de intimidação ou silenciamento, mesmo durante a ditadura militar. Há dois meses e meio na estrada, totalizando mais de mil escolas visitadas e quase 20 mil quilômetros percorridos, a iniciativa cumpre papel fundamental na discussão dos rumos da escola pública e da situação funcional da categoria – que amarga 33 meses de salários atrasados e quatro anos sem reajuste ou reposição da inflação -, além de aproximar o Sindicato dos seus mais de 80 mil associados em todo o Rio Grande do Sul.

Seguimos na estrada em defesa da escola pública e contra o desmonte do Estado. Não calarão a nossa voz.

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