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Moção de apoio à professora Janine Dorneles e ao professor Manoel Fernandes

A professora Janine Dorneles foi censurada pela direção e supervisão de sua escola por encaminhar aos estudantes texto e atividades referentes ao fascismo. A educadora foi constrangida e teve que desistir de desenvolver a avaliação sobre o tema.

A reclamação sobre o assunto abordado por Janine foi feita por um grupo de estudantes identificados com a ideologia de um candidato à presidência do Brasil. Eles demonstraram contrariedade quanto ao assunto e expuseram em redes sociais, sem citar diretamente o nome da educadora, mas fazendo referências claras a ela e acusando-a de alienação política de esquerda.

A direção da escola prontamente aceitou as alegações dos estudantes e cerceou a legítima autonomia pedagógica da professora Janine.

Outro caso que demonstra a ofensiva da lei da mordaça contra os educadores ocorreu com o professor Manoel Fernandes que após postar em uma rede social considerações sobre o movimento das mulheres contra o fascismo, escrito no quadro em sala de aula sem a presença dos alunos, teve a postagem denunciada à 28ª Coordenadoria Regional de Educação – CRE. Representantes da CRE foram até a escola, fizeram registro em ata e exigiram que o professor retirasse a postagem do seu perfil no Facebook.

Estas duas lamentáveis situações ilustram o cenário de ameaças aos (as) educadores (as) que enfrentam uma ofensiva extremamente autoritária que busca impedir que a escola contribua na formação de jovens com pensamento crítico, capazes de analisar por si próprios o mundo que os cerca.

Os professores e professoras devem ter garantido o seu direito de educar, assim como todos os alunos merecem ter acesso a uma educação que oportunize o pensamento crítico.

O CPERS solidariza-se a estes e demais colegas que estejam enfrentando o avanço da lei da mordaça nas escolas. Não podemos e não vamos permitir que nos calem e retirem a nossa autonomia e o olhar crítico dos nossos alunos em relação a sociedade.

O Sindicato continuará atento e vigilante para barrar a lei da mordaça. Os educadores (as) que sofrerem algum tipo de censura ou intimidação em suas escolas devem entrar em contato com o CPERS e fazer a denúncia.

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