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Governo não garante salários em dia e educadores reafirmam: a Greve continua

Na terceira audiência realizada com o Comando Estadual de Greve do CPERS, na manhã desta terça-feira (10), o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, novamente não apresentou nenhuma proposta para que os salários e o 13º dos educadores sejam pagos em dia e de forma integral. Desde que o governo Sartori assumiu a gestão do Rio Grande do Sul, os salários dos professores, funcionários de escola e demais servidores já foram parcelados 22 vezes.
Durante a audiência, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer entregou à Branco um documento com estudos do Dieese, comprovando que o Estado tem recursos para pagar em dia e integralmente a categoria.
“Já cumulamos 21, 85 % de perdas. Queremos reafirmar a necessidade de uma ação rápida do governo para que possamos encerrar a greve. Temos total consciência dos alunos que aguardam as aulas. E é na sala de aula que gostaríamos de estar agora, não tenham dúvida disso. Mas é obrigação do Estado nos pagar em dia. Não podemos abrir mão deste direito. O governo tem que, minimamente, atender a nossa pauta de pagamento em dia dos salários e do 13º. É uma questão de dignidade e de comida na mesa”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

CPERS comprova que há recursos

Entre os dados apresentados foram destacadas questões como as desonerações, R$ 8,9 bilhões, as perdas do ICMS com exportações R$ 3,6 bilhões e as perdas do ICMS com a Lei Kandir, R$ 3,9 bilhões. Estes recursos, que chegariam a quase R$ 17 bilhões, poderiam pagar 13 folhas do Executivo. E pagaria três vezes o déficit do Estado que, em 2015, foi de R$ 4,9 bilhões.
Diante dos dados apresentados, Branco limitou-se a dizer que os encaminhará à Secretaria da Fazenda e reafirmou que a única saída vislumbrada é a renegociação da dívida do Estado com a União. O Comando exigiu uma audiência com o secretário da pasta, Giovani Feltes, que até hoje nunca compareceu a uma audiência com o CPERS, para que os números apresentados sejam explicados.
“Têm dados que estão faltando no portal da transparência do governo.  Não tem porque retirar informações. Se existe a crise, tem que ter transparência. Queremos realmente abrir uma negociação que vislumbre um término do nosso movimento de greve. Quanto mais na inércia o governo ficar, mais a nossa greve se fortalece. Recebemos mais mil novos sócios nos últimos meses porque a categoria entendeu a importância da luta”, observou Helenir.

Fotos: Carol Ferraz

 

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