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Em Conselho Geral, educadoras e educadores debatem sobre os riscos da terceirização e a reforma do Ensino Médio

As conselheiras e os conselheiros do CPERS reuniram-se na noite desta quinta-feira (17), para a Mesa de Debate que abordou duas questões importantes para a categoria e toda a comunidade escolar: terceirização e Reforma do Ensino Médio.
A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, observou que a partir de hoje devem ser retomados os Conselhos com formações para respaldar os educadores e as educadoras quanto aos ataques de Temer e Sartori. Também destacou o empenho dos Núcleos do Sindicato na realização das plenárias sobre as consequências das terceirizações pretendidas por Sartori. “Ontem o governo abriu contrato emergencial. Isso sinaliza que as nossas plenárias deram resultado, mas não significa que tenhamos que baixar a guarda. O cerco à educação está apertando. Vamos construir um forte calendário de mobilização e de debates para estarmos preparados para a resistência que se faz necessária”, afirmou.
Anelise Manganelli, graduada em Economia e Mestre em Desenvolvimento Econômico pela PUCRS, especialista em Gestão e Estratégicas Políticas Públicas pela Universidade Estadual de Campinas e técnica do Dieese, apresentou um histórico sobre o surgimento da terceirização no Brasil e seus impactos na vida dos trabalhadores e na educação pública gaúcha. Entre outros aspectos, ela destacou a precarização dos contratos de trabalho terceirizados e os altos índices de acidentes de trabalho.
“Os índices de acidentes de trabalho entre trabalhadores terceirizados é de 9,6% contra 6,1% entre trabalhadores não terceirizados. No setor elétrico, por exemplo, o número de mortes por acidente de trabalho é 5 vezes  maior entre trabalhadores terceirizados, além dos salários serem significativamente menores. Estas empresas exploram os trabalhadores e muitas vezes fecham e somem sem pagar os salários”, destacou.
Na educação pública, Anelise salientou que a terceirização torna a escola ainda mais servil. “Os governos tentam avançar na mercantilização do ensino público. A privatização, seja por terceirização ou por subsídios a empresas por exemplo, nunca alcança a universalidade que  as diretrizes da educação exigem”, destacou.
A queda da representatividade sindical é outra séria consequência da terceirização. O objetivo, conforme Anelise, é o de fragmentar e dividir a classe trabalhadora para enfraquecê-la.
As consequências da reforma do Ensino Médio foram abordadas pelo doutorando em Educação pela Universdade La Salle, Mestre em Reabilitação e Inclusão pelo IPA, graduado em História, assessor pedagógico do Ensino Médio, formador regional do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e docente da rede estadual de educação, Jorge Luiz Ayres Gonzaga.
Gonzaga adjetiva o documento que trata da reforma do Ensino Médio como uma confusão de conceitos e metodologia, que não se sustenta. “Na verdade, tem uma finalidade muito objetiva que é a de precarizar ainda mais o ensino”, observou.
Segundo ele, a reforma rebaixa uma etapa da educação, que é a educação básica, pois usando como justificativa a retenção que temos no ensino médio e a evasão escolar, o Estado se apropria dessa demanda para fingir que vai solucionar, mas vai piorar. As escolas privadas vão oferecer os 4 itinerários formativos. Já o Estado, pela sua estrutura, vai oferecer um. O currículo diminui em 75%, isso é preocupante. Na perspectiva do governo é simplesmente fazer uma adequação para diminuir o investimento, que não verdade consideram como gasto”, afirmou.
A Mesa de Debates foi organizada pelo Departamento de Formação, que tem como responsável a diretora Valdete Moreira. “A partir de agora, sempre traremos temas importantes para debater e preparar, cada vez mais, a nossa categoria”, afirmou.

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