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Em Buenos Aires, CPERS soma forças na luta internacional contra a mercantilização do ensino

Atendendo ao chamado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o CPERS está ao lado de entidades educacionais de todo o país e do mundo nas manifestações realizadas ao longo desta sexta-feira (30) em Buenos Aires, Argentina, por ocasião da Cúpula do G20.

A mobilização busca chamar atenção dos líderes das potências mundiais para o avanço do capital financeiro internacional sobre os orçamentos públicos destinados à educação, uma tendência global capitaneada por instituições privadas e multinacionais do ramo. “No Rio Grande do Sul ou na Amérlica Latina, estaremos em todas as frentes de luta em defesa da escola pública e contra a mercantilização do ensino”, afirma a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Não há nação no mundo que tenha chegado a patamares elevados de desenvolvimento social e econômico sem investimentos públicos pesados em educação e sem valorizar seus trabalhadores(as). Na contramão da História, a hegemonia neoliberal tem imposto contra-reformas curriculares que põem em risco a qualidade e o caráter universal da escola pública e gratuita, colocando o lucro de poucos acima do interesse de milhões de pessoas.

No Brasil, mais de 80% da oferta educacional é pública, um mercado altamente cobiçado pela iniciativa privada. Aqui, o retrocesso tem múltiplas frentes, a exemplo da regulamentação, em novembro último, do Ensino à Distância em até 30% do currículo do Ensino Médio. A medida, assim como outras alterações previstas na Reforma do Ensino Médio e na Base Nacional Comum Curricular, causará a demissão em massa de educadores(as) e abrirá caminho para a terceirização das aulas.

Ao todo, a comitiva do CPERS conta com 98 integrantes de todo o estado, inscritos e selecionados de acordo com critérios debatidos no Conselho Geral do Sindicato. Nossos(as) lutadores(as) retornam ainda nesta sexta, após o término das manifestações.

Clique para acessar o estudo “Privatização e mercantilização da educação básica no Brasil”, publicado pela CNTE.


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