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Educadores trancam Assembleia Legislativa e impedem votação de projetos nocivos a categoria

Centenas de educadores de diversas regiões do Estado chegaram cedo à Praça da Matriz nesta terça-feira (21). Às 6h da manhã, todas as entradas que dão acesso à Assembleia Legislativa estavam bloqueadas. Impedir o acesso dos deputados e funcionários à Casa teve como propósito demonstrar o repúdio da categoria quanto ao PLC 249, que visa autorizar o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e não permitir a votação de projetos que atacam os direitos dos servidores como a PEC 257, a 258 (extinção do adicional de tempo de serviço) e a 242 (extinção da licença-prêmio).
“Nós vamos lutar contra o ajuste fiscal, não aceitaremos mais seis anos de congelamento de salário. O Rio Grande do Sul é o estado que paga os piores salários aos educadores. Precisamos reorganizar a nossa vida econômica para poder voltar para a escola e dar o melhor para os nossos alunos. Trabalhamos e não sabemos se no final do mês teremos o pagamento do nosso salário para pagar as nossas contas”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
O Comando Estadual de Greve chegou a se reunir para avaliar a proposta de alguns parlamentares que pediam a liberação da entrada apenas para os líderes dos partidos. Porém, após a ação de um deputado, que tentou, de forma extremamente desrespeitosa, furar o bloqueio, a decisão dos educadores foi a de manter os acessos fechados até o final do dia.
A resistência dos educadores fez com que no início da tarde, o presidente da Assembleia Legislativa, Edgar Pretto, anunciasse, em coletiva de imprensa, que as votações do dia estavam suspensas.
Com a casa legislativa fechada, os deputados se reuniram no Memorial do Legislativo, onde o gabinete da presidência foi instalado. O projeto de recuperação fiscal foi entregue em regime de urgência. Com isso, a pauta da casa fica trancada por 30 dias – tempo que os deputados terão para decidir sobre o projeto.
“Continuaremos mobilizados contra os ataques do governo. Não permitiremos que nenhum direito seja retirado da nossa categoria”, afirmou Helenir.
Esta é a segunda vez que o CPERS bloqueia as portas da Assembleia Legislativa. Em 2015, juntamente com o Movimento Unificados dos Servidores – MUS, o Sindicato bloqueou os acessos ao local.

Fotos: Carol Ferraz

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