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Educadores reafirmam seu pensamento, com profissionalismo e ética

A educação é um ato complexo que perpassa por vários espaços e tempos da vida das pessoas. Mas, é na escola que os alunos têm maiores oportunidades de desenvolver seus conhecimentos, no que se refere ao acumulado cientificamente pela humanidade.
Atravessamos uma conjuntura social preocupante, onde alguns setores da sociedade ressurgem na cena, com sentimentos de raiva, revanchismo e intolerância, contra pensamentos democráticos e avançados.
As formas de estudar, nas escolas, na atualidade, são diferentes de épocas atrás, pois as sociedades também mudaram; temos mais tecnologia, mais acesso à informação. Os questionamentos e debates são naturais, dentro do espaço escolar.
Os educadores entendem este novo quadro social, e trabalham nele com os alunos que são frutos desta nova sociedade, cumprindo seus deveres com profissionalismo e ética.
O espaço da sala de aula deve representar um local de reflexões e liberdade de pensamento sobre os assuntos estudados, e com a possibilidade de estabelecer conexões com a realidade.
Foi protocolado na Assembleia Legislativa um projeto que visa instituir o “Programa Escola sem Partido”, inspirado em ONG de mesmo nome, apresentando como objetivo proibir a “doutrinação política nas escolas”. Os proponentes destas ideias chamam a pedagogia de Paulo Freire de totalitária, demonstrando uma postura ideológica obtusa, ligada a setores autoritários.
O projeto de lei nomeado como “Escola Sem Partido” é inconstitucional.
As escolas e os educadores têm autonomia para organizar e planejar seus currículos baseados em parâmetros nacionais, direito constitucional conquistado.
Os educadores recebem baixos salários, alguns trabalham em escolas com estruturas deficitárias, e, mesmo assim, cumprem com suas funções, com muita dignidade. Deveriam receber aplausos e apoio, e não serem acusados de doutrinadores. Aqueles que querem uma escola sem reflexão tem uma ideologia, tem uma doutrina, e com certeza não defendem uma sociedade democrática pois, se assim fosse, não tratariam os educadores com desrespeito que vem demonstrando.
O Rio Grande do Sul precisa, para se desenvolver e voltar a ser grande, de uma escola pública de qualidade, democrática, formadora de cidadãos críticos e conscientes, plenos em seus direitos.

CPERS/Sindicato

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