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Educadores lotam teatro Dante Barone em defesa da Democracia e da Educação Pública, na CONAPE

Educadores e educadoras de todo o Rio Grande do Sul, reuniram-se na noite desta sexta-feira (9), no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa para a etapa estadual da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE).
A Conferência visa garantir e promover a mobilização social em torno do tema educacional, principalmente no que tange a implementação dos Planos Municipais, Estaduais e Nacional de Educação, cujas metas e prazos estabelecidos nos documentos não vêm sendo cumpridos, segundo as entidades ligas à educação e que acompanham a execução dos Planos.
O  CPERS, o Sinpro/RS e a ADUFRGS integram a organização da conferência no Estado, além de sindicatos e entidades ligadas a educação.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, começou a sua fala com o trecho do Hino Nacional do Brasil “Verás que um filho teu não foge a luta, nem teme quem te adora a própria morte”, fazendo referência ao presidente ilegítimo, Michel Temer. “A CONAPE representa a nossa resistência e disposição para a luta em defesa da educação pública. Estaremos nas ruas defendendo a escola pública e se o Temer não gostar? Fora Temer”, concluiu Helenir.

A Reforma do Ensino Médio ainda é a mais ardilosa de todas as outras reformas
O professor e Dr. em Educação, Gaudêncio Frigotto palestrante da noite, analisou o atual cenário no Brasil, ressaltando o grande golpe de 2016, com a impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Desde que o presidente ilegítimo, Michel Temer assumiu vivemos em um grande golpe com a retirada de direito dos trabalhadores. Uma classe entreguista, anti-povo, não precisa de educação. Não há mais sociedade, há parlamento, não há mais voto popular”, refletiu.
Segundo Frigotto a política neoliberal de Temer é de privatizações, de vender as riquezas do Brasil. “Qual o direito de alguém vender aquilo que é dos filhos de vocês, que é do povo. Isso é crime”, afirmou
Frigotto analisou as reformas impostas aos brasileiros pelo Temer e na sua opinião não é por acaso que as reformas tem uma sequência. “A reforma trabalhista, regredimos ao século XIX, com a retirada de direitos, a reforma da Previdência ainda temos forças pra lutar. Na reforma da Previdência o povo entendeu que irá morrer antes de se aposentar”, afirmou.
Ainda para o professor a mais ardilosa das reformas é a reforma do Ensino Médio. “É uma reforma que regredi, uma reforma que obstrui gerações. E nós não podemos aceitar isso. Uma traição aos alunos filhos dos trabalhadores, ao achar que deixando que eles escolham parte do currículo vai ajudá-los na vida. Um abominável descompromisso  geracional e um cinismo covarde, pois seus filhos e netos estudam  nas escolas onde, na acepção de  Desttut de  Tracy  estudam os que estão destinados a dirigir  a sociedade.  Uma reforma que legaliza a existência de uma escola diferente para cada classe social”, concluiu.
Na sua fala final Frigotto parabenizou os educadores por estarem em um número tão grande no evento em uma sexta-feira, a noite. “Precisamos disso, de organizar a luta, e é exatamente o que estamos fazendo aqui”, finalizou.
A diretora e responsável pelo Departamento de Educação do CPERS, Rozane Zan, relatou que a cada vez que ouve o educador a esperança na educação reacende. “Neste momento que estamos vivendo o retrocesso da educação, onde a Base Curricular foi anunciada pelo jornal Estadão, nesta semana, sem ao menos fazer o debate com os educadores. Vemos o quanto a educação está regredindo. Mas, tenho certeza que tem uma pauta que sempre vai nos unificar, que é a educação pública e a educação que sonhamos”, afirmou Rosane.
Neste sábado (10),  as atividades começam a partir das 8h30, na Faculdade de Educação daUFRGS, estão programadas atividades como relatos das conferências municipais, regionais e livres, votação das emendas sugeridas e escolha dos delegados que participarão da etapa nacional da Conape.

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