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Educadores e estudantes emocionam na participação do CPERS na Feira do Livro da capital

Foto:Caco Argemi/CPERS/Sindicato
Foto:Caco Argemi/CPERS/Sindicato

Na tarde desta quarta-feira, dia 09, o CPERS levou para a 62ª Feira do Livro de Porto Alegre iniciativas que demonstraram a qualidade do ensino nas escolas públicas gaúchas. Houve a apresentação dos cinco projetos vencedores da Mostra Pedagógica 2015, o lançamento da revista sobre a iniciativa, apresentação de releituras das poesias dos educadores aposentados, que integram o livro Maturidade em Belos Versos fruto do concurso de poesias organizado pelo Sindicato em 2015, sessão de autógrafos com os escritores, lançamento do livro Famílias Negras Centenárias: memórias e narrativas, de Luis Cláudio de Oliveira, apresentações artísticas dos estudantes e peça teatral dos aposentados.
Na abertura das atividades, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que o Sindicato deve sempre lutar pelos direitos dos educadores e por valorização, sem deixar de lado as questões pedagógicas. “Em 2015, demos o primeiro passo para mostrar à população tudo de bom que produzimos em nossas escolas, através da Mostra Pedagógica. Foram mais de 200 trabalhos inscritos, dos quais cinco tiveram a oportunidade de ir à Costa Ria mostrar seus projetos. Nos próximos dias 22 e 23 teremos a 2ª edição da Mostra na praça da Alfândega, para todos conhecerem e valorizarem o trabalho dos educadores. A estrada do reconhecimento é longa, mas não vamos desistir.
A professora Maria Inez Flores Pedroso, da EEE Básica Cruzeiro, de Santa Rosa, falou da importância da iniciativa e da satisfação dela e de seus alunos, que integram o grupo de teatro estudantil Ativar, por serem um dos vencedores da Mostra Pedagógica 2015. “A palavra que resume nosso sentimento é gratidão. Para nós, professores, esta iniciativa representa valorização e para os nossos alunos é uma experiência que levarão para a vida”, afirmou.

 Encontro de gerações marca lançamento do livro de poesias dos aposentados
Com olhares atentos, educadores aposentados acompanhavam com orgulho e emoção a releitura de suas poesias pelos estudantes de escolas de Capão da Canoa. Eles desenvolveram as releituras através do Projeto Poeta na Escola, organizado pelo Sindicato, e que oportunizou o conhecimento das poesias.
Além da apresentação dos estudantes, o público pôde assistir ao teatro do grupo de educadoras aposentadas Sempre Ativas, de Santa Cruz do Sul. A peça, uma sátira sobre o desrespeito do governo Sartori com os educadores, é uma das selecionadas no Concurso de Teatro para os aposentados, promovido este ano pelo CPERS.
“É um grande orgulho para nós vermos o envolvimento dos nossos colegas aposentados nas atividades que organizamos. O concurso de poesias rendeu belos frutos e temos certeza que o concurso de teatro também será uma ótima experiência. Os aposentados são a história do nosso sindicato e merecem todo nosso respeito”, ressaltaram as diretoras dos departamentos dos Aposentados e de Cultura do CPERS, Galci Weber e Alda Bastos Souza, respectivamente.
“Eu não acreditava muito no meu potencial como escritora até participar do conruso. Esta iniciativa do Sindicato está nos dando a oportunidade de mostrar nossas emoções e valoriza a nossa trajetória como educadores. Nos enche de vivacidade, pois nós nos aposentamos da profissão e não da vida”, observou a professora de História aposentada, Divania Clausell.

 Resgate da memória afro-brasileira
Para fechar a participação do CPERS na Feira do Livro da capital, o Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, em parceria com a Secretaria de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE fez o lançamento do livro Famílias Negras Centenárias: memórias e narrativas, de Luis Cláudio de Oliveira.
“Quando criamos o Coletivo, criamos também a expectativa da nossa categoria, de se enxergar em tudo. Para nós, negros, tudo é com muita luta e superação, e este livro é a demonstração disso”, acrescentou  o diretor do Departamento de Igualdade Racial e secretário-geral do CPERS, professor Edson Garcia.
“Este livro é uma pesquisa que resgata parte da nossa memória afro brasileira, fundamental para a compreensão das nossas raízes”, define o criador da obra, Oliveira.
A banda Kalunga trouxe o balanço dos ritmos negros no encerramento da atividade.

Foto:Caco Argemi/CPERS/Sindicato
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