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Dono da JBS grava Temer dando apoio para compra de silêncio de Cunha

SUL 21

Michel Temer (PMDB) foi gravado por um executivo da JBS dando aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou o jornal O Globo, em matéria assinada por Lauro Jardim, publicada no início da noite desta quarta-feira (17). Segundo a matéria, trata-se de “uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato”. Diante de Joesley Batista, da JBS, diz a reportagem, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).
“Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”, relata.
Segundo a mesma reportagem, o senador e ex-candidato à presidência da República, Aécio Neves, foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley: “O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG)”. Joesley também revelou que pagou R$ 5 milhões ao deputado Eduardo Cunha após sua prisão, valor este que seria referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele.

Gravações envolvem Temer e Aécio

Conforme o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, os donos da JBS, o empresário Joesley Batista e seu irmão Wesley, foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) fazer uma denúncia explosiva ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato. Eles têm gravações de Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso.
Além disso, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, em cena filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o dinheiro e descobriu que ele foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
O pedido de ajuda foi aceito e o empresário quis saber quem seria o responsável por pegar as malas com o dinheiro. Segundo o site Diário ao Centro do Mundo (DCM), teria se dado então o seguinte diálogo:

Joesley: Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.

Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do c….

Ainda segundo o DCM, Aécio indicou seu primo Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e coordenador de logística de sua campanha a presidente em 2014.

Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou uma delas. A entrega do dinheiro ao primo de Aécio, também foi filmada.

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