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CPERS participa de ato pela legalização do aborto em Buenos Aires e defende a saúde das mulheres

Nesta quarta-feira (8), a coordenadora do Departamento de Funcionários do CPERS, Sônia Solange dos Santos Viana e a coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador do Sindicato, Vera Maria Lessês participaram da manifestação pela legalização do aborto em Buenos Aires, na Argentina.

O Ato reuniu centenas de mulheres e homens de diversos países. O objetivo da mobilização foi o de pressionar o Congresso da Argentina para que aprovasse a lei que legaliza o aborto, tendo em vista o grande número de mulheres que morrem a cada dia, vítima de abortos clandestinos.

O Senado argentino rejeitou, por 38 votos a 31, na madrugada de quinta-feira (09), o projeto de legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho. Na Argentina, a interrupção da gravidez continua a ser um crime punido com até quatro anos de prisão, apesar do fato de que a cada minuto e meio uma mulher aborta no país.

Em entrevista para diversos rádios e canais de televisão de Buenos Aires, emissoras de sindicatos e até uma rede de Televisão do Chile, as diretoras Sônia e Vera afirmaram a posição do CPERS, que é a de solidariedade à luta das mulheres argentinas, mas também frisaram a necessidade dessa pauta que é uma questão de saúde pública que precisa se expandir para todos os países. “O CPERS entende que a legalização é para proteger a vida das mulheres. A realidade é a de que a prática do aborto existe e enriquece clínicas clandestinas, a maioria delas sem formação médica, colocando em risco a vida daquelas que se submetem a esse procedimento”, afirma Sônia.

A campanha da CTERA de educação sexual integral nas escolas é importante, pois ajudaria a diminuir ou até acabar com a prática do aborto, através do conhecimento dos alunos sobre métodos contraceptivos. “Porém, enquanto o estado não cumpre sua função social por meio da educação, precisamos ajudar a diminuir a mortalidade feminina, com aprovação da legalização do aborto”, analisaram as diretoras do Sindicato.


Nomes das mulheres que morreram por abortos clandestinos.

 

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