• Home  /
  • destaque   /
  • CPERS debate Gênero e Diversidade no ambiente escolar e na sociedade no Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia

CPERS debate Gênero e Diversidade no ambiente escolar e na sociedade no Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia

Nesta quinta-feira (17), Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, educadoras e educadores representando os 42 Núcleos do Sindicato participaram  do Seminário “Educação, Gênero e Diversidade no Brasil Atual”. A iniciativa realizada pelo Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS ocorreu das 8h às 17h, no Salão de Atos Thereza Noronha, na sede do Sindicato.
Professoras (os) e funcionárias (os) de escola debateram sobre a questão de gênero e diversidade no ambiente escolar e na sociedade com o objetivo de inserir esse importante assunto na luta sindical.
A abertura do evento ocorreu com a apresentação dos músicos Roberta Moura e Claudio Baraldo, que emocionaram e alegraram os participantes.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, saudou a todas e todos no início das atividades. “Temos o dever de levar o debate sobre Gênero e Diversidade para dentro da escola. Para resgatar a democracia temos que dar muitos passos em defesa da educação e dos nossos direitos. Estamos passando por momentos sombrios e difíceis e encontros como esse nos dão mais força para resistirmos. Que possamos sair daqui muitos mais fortes do que já somos”, concluiu.
Pela manhã, o painel “Educação, Gênero e Direitos” foi ministrado por Bruna Medeiros, advogada e ativista dos Direitos Sociais; Fabiana Dutra, vice-presidenta da União Brasileira de Mulheres e coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do RS e pela professora, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil/Amazonas e coordenadora do Departamento de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Ísis Tavares Neves.
Bruna abordou a violência de gênero que as mulheres sofrem e destacou que 74% sofrem de doenças psicológicas por desgaste mental. “O homem acha que é dever da mulher cuidar da casa e dos filhos. Essas atividades devem ser compartilhadas. O Brasil é o 5º país do mundo em ranking de violência contra a mulher. No ano e 2015, nosso país registrou 7 feminicídios diários, sendo o agressor um familiar”, observou.

O necessário debate em sala de aula
Fabiana destacou a importância do debate nas escolas. “Se nós pudermos falar sobre diversidade e gênero, violência sexual, psicológica e física, nossas crianças poderão se defender e saberão o que acontece diariamente em nosso país e no mundo. A cada 8 segundos uma mulher sofre violência física e a cada 2 minutos são vitimas de arma de fogo. Hoje, nós temos um sistema que não funciona para garantir a segurança às mulheres”, ressaltou.
Ísis Tavares Neves analisou os direitos das mulheres no Brasil e observou que a discriminação de gênero vem desde os livros de história.  “Os livros mostram apenas os homens como destaque ao longo da história. Temos tantas heroínas que são esquecidas. Temos que exigir que mostrar isso! Isso passa pela fundamental defesa da democracia”, afirmou.
Natasha Ferreira, mulher trans, presidenta da União Nacional LGBT (UNA), primeira mulher transexual eleita diretora da União Brasileira de Mulheres (UBM), defensora dos Direitos Humanos com participação do Programa Livres e Iguais da Organização das Nações Unidas (ONU), destacou que há muito debate raso sobre ideologia, gênero e sexualidade, frisando que a questão é sobre seres humanos, não sobre ideias que pairam sobre a sociedade. “O debate raso cria a ideia de que temos uma doutrinação. Essa construção comenta apenas o senso comum, acham mais fácil do que fazer o debate e falar sobre o que é de fato gênero. O debate de gênero vai além da sala de aula, é para educar gerações. Hoje, temos uma evasão de 96% de evasão escolar de pessoas sexuais no Brasil. Com este movimento, tenho certeza que o CPERS conseguirá ampliar ainda mais esse importante debate”, destacou.
Silvana Conti, professora, membro da executiva Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM), vice-presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS) e fundadora da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) fez um resgate histórico sobre a luta pelos direitos das mulheres, aos negros e a comunidade LGBT. “Na década de 90 ser lésbica, transexual ou gay era considerado doença. Agora, vemos a questão de gênero e as questões da Lei 10.639 serem retiradas do currículo escolar. Isso é muito grave. É imprescindível pensarmos num projeto de nação vinculado com a educação. Temos que pensar em que tipo de Brasil a gente quer. Defendemos uma educação pública laica, que garanta o acesso e a permanência de todos e todas, independente da classe social, das etnias, das origens, da religião, da orientação sexual e da identidade de gênero. Ou seja, defendemos a educação para todo o povo brasileiro”, frisou.
A vice-presidente do CPERS e diretora do Departamento de Gênero e Diversidade, salientou que o seminário foi o primeiro passo para ampliar o debate entre os (as) educadores (as) e nas escolas. “Nosso objetivo é o de que esse seminário seja disseminado nos Núcleos. Estamos aqui presenciando a disposição das nossas educadoras e educadores para a luta”, Solange Carvalho.

 

Deixe seu comentário

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.