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Conselho Geral do CPERS aprova indicativo de greve, que será decidida nesta terça em Assembleia Geral

Em reunião do Conselho Geral, realizada na noite desta segunda-feira (04), os conselheiros do CPERS deliberaram sobre as pautas de mobilização da categoria. Entre as ações, o Conselho aprovou o indicativo de greve, o qual será decidido através de votação na Assembleia Geral da categoria, que será realizada amanhã, dia 05, às 9h, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Ao dar início ao Conselho, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, informou que após o Sindicato ter definido a realização da Assembleia em frente ao Piratini, a Direção Central recebeu, no último sábado, foi surpreendida com uma ligação da EPTC afirmando que a Brigada Militar teria pedido para o Sindicato não ocupar o espaço. Porém, ao falar com o comando da BM, a informação não foi confirmada. A EPTC foi procurada novamente pelo CPERS, que não foi capaz de explicar a situação. “Se o governo pensa que nos tirou da frente do Piratini, está muito enganado. Sartori está de mãos dadas com o Marchezan para tentar nos calar, mas não vai. Terá que ouvir a voz dos trabalhadores em educação. A categoria, mais do que nunca, foi desrespeitada com o pagamento de apenas R$ 350,00. Sabemos que se o governo quisesse, poderia pagar o nosso salário. Não paga porque quer chantagiar o povo gaúcho e a Assembleia Legislativa para vender nossas riquezas. E, mais do que isso, efetivar a renegociação da dívida do Estado com a união”, observou Helenir. A presidente do CPERS destacou ainda que o governo só não avançou na retirada de direitos dos servidores, devido as fortes mobilizações dos educadores e demais servidores do Estado. “Hoje, a pedra no sapato do governo, tem o dedo do CPERS e dos demais servidores. Os ataques vão continuar e nós vamos responder a cada um com ainda mais força. A tortura psicológica e emocional que Sartori está fazendo com os servidores é muito forte. A justiça já proibiu o governo de parcelar salário, mas Sartori não obedece nenhuma lei. Nossa luta não é fácil, nunca foi. Mas sempre resistimos e vamos resistir”, afirmou.

Propostas de mobilização aprovadas:

1. Deflagração de greve, a partir de 05/09/2017;
2. Auto Agenda com o Governo, após a Assembleia Geral, exigindo: o cumprimento da Constituição em relação ao pagamento dos salários e 13º em dia e integralmente; retirada dos projetos que atacam a categoria e que se encontram na Assembleia Legislativa; discussão das reivindicações da categoria;
3. Eixos de lutas:
• Pelo pagamento integral do salário, do 13º e pelo fim dos parcelamentos;
• Pela retirada das PECs 261, 257, 242, 258 e do PL 148;
• Contra o arrocho salarial e pela reposição salarial;
• Defesa da democracia.
4. Realização de Atos durante a Greve: Exigência ao MP da abertura das contas do governo e cobrança do ressarcimento dos valores relativos a Lei Kandir; Exigência do governo da lista dos maiores sonegadores, realizando atos em frente a sedes de alguns deles; Cobrança junto ao Judiciário pela revisão do contrato da dívida com a união;
5.Composição do Comando Geral de Greve: direção central e 1(um) representante de cada força que tenha representação no Conselho Geral;
6. Ato Público junto ao TJ/RS para que se posicione sobre a ação coletiva do Piso a fim de pressionar o Governo Sartori no cumprimento da política salarial;
7.Luta pela garantia do IPE Público e de qualidade. Contra a divisão da autarquia;
8. Realização de Ato Público Estadual, no dia 12/09/2017, na Praça da Matriz, com pressão contra a votação do PL e das PECs que atacam nossos direitos e pela nossa pauta de reivindicações. Acampamento, a partir desta data, com a participação no Dia de Lutas, em 14/09/2017;
9. Atos Públicos fortes, concomitantes em todo Estado;
10. Realização da Caravana da Educação em defesa da educação pública e da gestão democrática;
11. Potencialização do investimento financeiro nas Caravanas da Educação, em material e mídia alternativa relativos a mobilização da greve, especialmente no espaço das rádios comunitárias;
12. Participação na construção da greve Geral contra a Anti-Reforma da Previdência e soma de forças nas iniciativas pela revogação da Anti-Reforma Trabalhista, chamadas pelas centrais sindicais;
13. Participação na construção do 03 de outubro, da Campanha da CNTE na Luta em defesa da Petrobrás e Soberania;
14. Realização de caminhada do Largo Glênio Peres até o Palácio Piratini com a realização de Ato Contra os Desmandos do Governo Sartori.

 

 

 

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