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Conselho Geral define propostas de mobilização da categoria

Na manhã desta sexta-feira (28), os conselheiros do CPERS estiveram reunidos no salão de Atos Thereza Noronha, na sede do Sindicato, para deliberar sobre as propostas de mobilização da categoria.

Na abertura, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, agradeceu a todos os núcleos que receberam a Caravana em Defesa da Escola Pública pelo belo trabalho desenvolvido. Helenir também falou da liminar que proíbe a distribuição de dois materiais do Sindicato. “As CREs estão usando a liminar para proibir a nossa entrada nas escolas. A escola é pública e nós temos o direito de entrar e falar com os nossos sócios. Nas escolas em que formos impedidos de entrar vamos organizar panfletagens na saída das instituições”, afirmou.

“Estamos acompanhando as pesquisas sobre eleições e o cenário que se apresenta é o pior para o estado, um rapaz que não respeita a saúde das mulheres. A partir de agora temos uma grande tarefa. Ainda temos uma semana e hoje, neste conselho, vamos construir nossas ações. É importante entrar de cabeça nessa campanha para não termos o segundo turno”, ressaltou Helenir.

A presidente também falou sobre as terceirizações que logo poderão chegar as escolas públicas e atingirão não só os educadores contratados, mas professores e funcionários de escola concursados.
O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do Sindicato, passou várias informações jurídicas para os conselheiros durante o encontro.
As propostas aprovadas no Conselho serão apresentadas para a categoria na Assembleia Geral de hoje, que ocorre às 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

Propostas aprovadas:

  1. Greve de 24 horas, no dia 04/10/2018, pelo pagamento integral do salário e contra o desmonte da escola pública;
  2. Ato Estadual em Porto Alegre, no dia da Greve de 24 horas;
  3. “Não nos calarão”. Caminhada após a Assembleia Geral, da Casa do Gaúcho até o Palácio Piratini, com material visual “proibido” nas escolas;
  4. Participação do CPERS no movimento das mulheres “Ele Não” contra o avanço do fascismo;
  5. Elaboração de panfleto e/ou spot denunciando a posição dos candidatos a governador do RS e presidente da República que manifestam a defesa do estado mínimo e da destruição da educação pública;
  6. Manifestação dos(as) trabalhadores(as) em educação no Morro Santa Tereza, por ocasião do debate dos candidatos a governador no dia 02/10, junto a outras categorias de servidores. Chamamento para a região metropolitana;
  7. Denúncia do Governo Sartori que não cumpre o acordo de greve, pois a mesma ainda não foi anistiada na efetividade;
  8. Moção de apoio ao professor Manoel Fernandes e à professora Janine Dorneles em face de ofensiva autoritária de mordaça a estes educadores. A Escola não pode ter mordaça!;
  9. Moção de repúdio a 3ª CRE de Estrela, contra a orientação que cerceia a liberdade de organização sindical ao orientar que as escolas não recebam o jurídico do CPERS. Cobrança de posição contrária da SEDUC em relação a esta orientação;
  10. Moção de repúdio ao prefeito de Cachoeira do Sul, pela liminar que susta a eleição de diretores nas Escolas Municipais;
  11. Moção de apoio e solidariedade ao SIPROM pela defesa de direitos e conquistas de categoria ameaçadas pelo Prefeito Municipal der Cachoeira do Sul;
  12. Moção de Repúdio ao Conselho Regional de Educação física que vem executando os trabalhadores pelo não pagamento do CREF, realizando penhora de bens de diversos educadores desta área.

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