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Conjuntura nova exige respostas novas: CNE faz análise de conjuntura

O Conselho Nacional de Entidades (CNE) em Salvador-BA oportunizou fazer uma excelente análise de conjuntura, com a presença do ex-ministro do governo Lula, o professor Luiz Dulci. Além de toda a experiência vivenciada durante os mandatos no governo, ele traz na sua trajetória a participação histórica na criação do SINDUTE-MG, sindicato combativo afiliado a CNTE que, neste momento, está fazendo uma greve muito importante, pelo pagamento imediato do Piso Salarial (conforme acordo assinado entre o sindicato e o Governo do Estado), pelo fim da prática nefasta de parcelamento de salários e do 13º, pelo cumprimento dos acordos assinados e pelo atendimento de qualidade do IPSEMG.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e a secretária-geral, Candida Beatriz Rosseto participaram do encontro.  Candida falou sobre a conjuntura da Escola Pública no RS, dos ataques do governo a educação pública através da municipalização e a mercantilização da educação e ressaltou a importância das CONAPES. “Reforçamos a importância e necessidades da gente potencializar as CONAPES, como um espaço de resistência, para muito além do estudo do documento”, afirmou. Candida também apresentou a sua substituição na Executiva da CNTE passando o cargo para o professor Luiz Veronezi.
O diálogo que Dulci estabeleceu para fazer sua análise foi bastante elucidativo e passou por economia, políticas públicas e pela disputa de idéias e valores na sociedade brasileira. Sobre o incômodo que as notícias de que há uma suposta melhora na economia, conquistada pelo governo golpista, ele é bem pontual: “Muitas vezes nos atemos a brigar com números, mas acredito que o debate mais importante nesse momento deve tratar dos reais impactos da economia nas condições de vida da população”.
Outro aspecto que ele destacou do atual momento, tem a ver com as tentativas da grande mídia de pautar pilares estruturantes da sociedade: segurança pública, educação e saúde. Apesar do fortíssimo apoio da classe dominante, do capital e do agronegócio, os meios de comunicação não conseguem ocultar e manipular positivamente esses temas, já que o governo Temer se mostra completamente inócuo e incompetente em cada um deles e há um acentuado clima de insatisfação popular que continua crescendo. “Apesar desse governo não dar a mínima para a opinião pública, temos que reconhecer que a pressão feita na base, inclusive muito fortemente pelos trabalhadores em educação, acabou contando muito para barrar a reforma da previdência.”, observou.
Muito desgastado no cenário internacional , os próprios governos capitalistas mais centrais não bancam abertamente o governo instalado no Brasil e, parafraseando o também ex-ministro Celso Amorim, Luiz Dulci, colocou que uma das razões do golpe foi a necessidade de cessar a política externa” independente, ativa e altiva” protagonizada pelos governos do PT e outros governos progressistas da América Latina, que também sofreram e sofrem ataques golpistas.
Finalmente, ele motivou os membros do CNE que, a despeito do quadro por vezes desolador, vejam os elementos positivos que a nova conjuntura apresenta: “Conjuntura nova, exige respostas novas. O elemento mais importante que temos agora é uma maioria crescente da população contrária ao governo do golpe, entendendo o golpe judicial em curso. Nossa missão é encontrar maneiras de que essas pessoas, que nem sempre são de esquerda, também tenham suas percepções ouvidas. O golpe não era inevitável mas não é infalível”, concluiu.
Durante a tarde, abrindo oficialmente as atividades do Fórum Social Mundial, a delegação da CNTE se somou à grande marcha que reuniu milhares de participantes e tomou as ruas de Salvador-BA. Saindo do bairro Campo Grande em direção a Praça Castro Alves, o que se viu durante todo o percurso foram cenas de resistência e muita representatividade.
No dia de hoje, que encerra o CNE, os conselheiros e as conselheiras vão deliberar sobre o programa e orçamento da CNTE e sobre a atuação da mesma no âmbito das ações sindicais para os próximos meses.

 

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Foto: Jordana Mercado

Fonte: CNTE

 

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