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Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE planeja novas ações e defende a democracia

Vidas Negras importam! É com essa convicção que ocorreu recentemente em Curitiba-PR o Encontro do Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE. O segundo vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da entidade, professor Edson Garcia, participou das atividades que tiveram como foco o planejamento das ações que serão levadas pela pasta no próximo período.

Ao avaliar a iniciativa, o educador enfatizou a importância da reunião do Coletivo nacional, que direciona as atividades a serem realizadas no Coletivo do Sindicato. “A partir deste encontro encaminhamos atividades que serão realizadas de forma coletiva e unificada. Para vencer o racismo temos que estar juntos. Além de denunciar temos que realizar atividades de formação para que as pessoas conheçam a história dos negros e negras no Brasil e no mundo e possam permanecer sempre de cabeças erguidas. Viver em uma sociedade sem racismo é o nosso objetivo”, afirmou.

 

Para Iêda Leal, Secretária da pasta de Combate ao Racismo, responsável pelo encontro, a CNTE acerta muito quando encampa, com consistência, a questão do combate ao racismo nas bandeiras de luta, produzindo material e promovendo elementos que subsidiam o debate sobre o tema nas escolas de todo o Brasil. “Um encontro como esse é estratégico e baliza as ações nos estados. O pensar conjuntamente, o aprofundamento do estudo do fascículo editado pela CNTE, essa troca riquíssima de experiências, tudo isso nos instrumentaliza para a luta, mas também nos fortalece e anima para os enfrentamentos e para a resistência. O fato de estar acontecendo em Curitiba, é mais um marco na defesa da democracia”, avaliou.

A Secretária Iêda também falou sobre os avanços obtidos pela pasta: “Temos ampliado a atuação da secretaria, estamos com representatividade de todos os estados e agora também com os Municipais, o fato de que vários sindicatos criarem secretarias específicas é um grande resultado. Outra conquista tem relação com o dia 20 de novembro que está ganhando corpo e hoje falamos em mês da consciência negra e não apenas em um dia!”, comemorou.

Apesar de apresentar algumas especificidades, muitos dos desafios são comuns aos estados. A implementação da lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares da educação, por exemplo, é um desses desafios urgentes, inclusive para combater a violência infringida às religiões de matriz africana, que é um fato recorrente, com ataques aos terreiros e outros locais de reunião, muitas vezes praticados por agentes do estado que, ao invés de protegerem os cidadãos, se prestam a perseguir negros e negras. Medidas legais tem que ser tomadas para acabar com essa situação, mas a educação é, sem dúvida, a maior arma da luta antirracista.

O cantor e compositor Da Ghama, fundador do grupo musical Cidade Negra, foi o palestrante convidado e trouxe sua experiência de menino negro da periferia do Rio de Janeiro, que descobriu na arte uma forma de apoiar as questões sociais, artísticas e culturais. Ele defendeu a importância da resistência do movimento negro nos sindicatos da educação e da unidade da luta: “O movimento negro tem que ser unificado. Estados e municípios tem que estar muito unidos para reafirmar nossa história e nosso papel nessa sociedade”, defendeu. Ele ainda concedeu uma breve entrevista que será publicada brevemente no site da entidade.

Participam do encontro 22 representantes de 15 entidades afiliadas à CNTE, sendo: AFUSE, APEOESP, APP/PR, CPERS, FETEMS, SINPRO/DF, SINPROJA/PE, SINTEAC, SINTESE, SINTE/PI, SINTE/RN, SINTE/SC, SINTEGO, SINTEP/MT e SINTERO.

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