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Cachoeira do Sul recebe Caravana em Defesa da Escola Pública

Totalizando cerca de 1200 quilômetros percorridos desde segunda-feira (6), passando pelos núcleos de Santa Rosa, Santiago e Santa Maria, a Caravana em Defesa da Escola Pública e Contra o Desmonte do Estado encerrou o itinerário da semana nesta quinta-feira (9), em Cachoeira do Sul (4º Núcleo do CPERS). Foram visitadas 30 escolas em nove cidades da região para ouvir a base, discutir a conjuntura política e a importância do período eleitoral para mudar o cenário de desvalorização e ataque à escola pública.

Na cidade sede do Núcleo, todas as escolas receberam a comitiva composta por membros da Direção Central, diretores(as) de outros núcleos e associados(as) do Sindicato que se somaram à Caravana. Centenas de educadores(as) tiveram a oportunidade de expor seus anseios e debater o momento crítico para a categoria.

Em meio ao massacre aos(às) trabalhadores(as) em educação, que amargam 32 meses de salários parcelados e reajuste zero, a Caravana proporciona uma oportunidade rara de reflexão. “A maioria de nós trabalha 60 horas para manter um pouco de dignidade na vida pessoa. Deixamos de lado a leitura, o aprofundamento e a crítica à realidade para conseguir tocar a vida. Precisamos encontrar espaços para olhar para o lado e ver o que está acontecendo no mundo”, afirma Andrea Carvalho Ribeiro, 48 anos, professora estadual de Cachoeira do Sul há 20 anos.

A aproximação com a base também tem o papel de combater o desânimo causado pelos múltiplos ataques em curso. Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, cabe aos(às) educadores(as) a responsabilidade de mudar o quadro atual. “Esse Sindicato foi protagonista da abertura política do país. Não vamos nos acovardar agora. Precisamos exercer nossa liderança. Às vezes o governo nos achata tanto que esquecemos disso, mas se a gente explicar o que está acontecendo, a sociedade vem conosco”, disse.

A mudança passa, inevitavelmente, pelo voto. Como a política nacional baseia-se em projetos de governo, e não de Estado, a eleição de governantes que não representam a continuidade de Temer e Sartori pode reverter medidas como a Reforma do Ensino Médio e os arrochos salariais.

A intenção não é direcionar o voto a um ou outro candidato, mas sim apontar aqueles candidatos que darão sequência aos ataques à educação pública, incluindo o próprio Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB). “Vivemos numa democracia, mas se alguém quiser reeleger este projeto, anular o voto ou votar em ranco, não poderá dizer que não foi avisado”, explica Helenir.

A Caravana em Defesa da Escola Pública segue percorrendo todos os 42 núcleos do CPERS até setembro. Na próxima semana, o roteiro inclui os núcleos de Rio Grande, Pelotas, Bagé e Camaquã.

Confira aqui o itinerário completo

Clique na galeria abaixo para ver todas as fotos:

4º Núcleo Caravana CPERS – 09/08/18 – Cachoeira do Sul

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