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Aula pública na Esquina Democrática defende Petrobrás e fortalece soberania nacional

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O Dia de Luta pela Soberania Nacional, realizado em todo o Brasil nesta terça-feira (3), foi encerrado com a aula pública “Estatais e soberania nacional”, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

Neste dia em que a Petrobrás completou 64 anos, o grito de ordem “o petróleo é da nação pra saúde e educação” ecoou em todo o território brasileiro. A mobilização foi uma iniciativa da CUT, junto com o Movimento de Atingidos por Barragem (MAB) e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Na aula pública, três dirigentes sindicais abordaram os ataques do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (PMDB) que representam crimes lesa-pátria, tamanho o desmonte promovido.

“Todo mundo aqui está usando algo feito com petróleo”, disse o diretor do Sindipetro-RS e secretário de Saúde do Trabalhador da CUT-RS, Dary Beck Filho. “Por isso estamos fazendo essa aula pública, porque tratar sobre a nossa soberania é de extrema importância”

De acordo com ele, mais de quatro mil itens precisam do petróleo. “Pensar num país soberano é pensar no controle do petróleo”, alertou Dary. “Até 2007 tínhamos petróleo para nosso uso, mas fomos premiados. Com a descoberta do pré-sal, tínhamos um bilhete premiado nas mãos. E isso não foi por acaso, mas foi fruto de muito estudo e tecnologia da Petrobras”, contou.

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Estamos caminhando para ser uma nova Nigéria

Com essa descoberta, o país passou a ser um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo. Dary citou a Noruega como exemplo de nação que mudou o padrão de desenvolvimento ao descobrir petróleo. “Estávamos indo pelo mesmo caminho com a lei da partilha, os royalties do pré-sal destinados para saúde e educação. Íamos ampliar o desenvolvimento do país e a qualidade de vida do povo”, salientou.

“Porém, com o golpe tudo foi desmontado. Estão desmantelando a Petrobras. Não tem mais produto nacional, não tem mais royalties para educação. Poderíamos ser uma Noruega, mas estamos caminhando para ser uma Nigéria, que é uma grande produtora de petróleo, porém entregou tudo para o capital estrangeiro”, afirmou o petroleiro.

O dirigente sindical contou que a criação da estatal foi fruto de uma grande luta dos movimentos sociais e sindicais na década de 1950 e hoje diversos estados estão lançando frentes parlamentares em defesa da soberania nacional.

“Esse é o momento da população se conscientizar e cobrar esses golpistas. E quem comprar vai ter que devolver todas as nossas riquezas que eles estão entregando”, apontou Dary.

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Crime lesa pátria

A funcionária do Banrisul e diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa, salientou a situação dos bancos públicos, amplamente atacados pelos governos federal e estadual. “Os bancos públicos, tanto os comerciais como os de desenvolvimento, estão correndo risco de privatização ou de extinção”, denunciou.

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Ela falou que a mobilização é uma resposta às medidas de desmonte do patrimônio brasileiro pelo governo golpista, que inclui parte da Petrobras, todo o sistema Eletrobrás, inúmeras hidroelétricas, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Casa da Moeda e o BNDES, entre outras.

“Essas políticas são verdadeiros crimes lesa-pátria. Precisamos barrar isso, pois o Brasil não terá futura geração sem as empresas públicas, sem os bancos públicos e o desenvolvimento que eles possibilitam”, finalizou.

Esse dinheiro poderia estar pagando os nossos salários

Encerrando a aula pública, a presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, falou sobre como o desmonte da soberania brasileira afeta a educação. “Nós, professores, sonhamos com os investimentos que viriam dos royalties do pré-sal, que foram determinados por lei”, salientou.

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“Esse dinheiro poderia estar pagando os nossos salários”, destacou ao falar que nesta quarta-feira (4) os educadores estaduais completam 30 dias de greve. A professora chamou atenção para o fato de o governador José Ivo Sartori (PMDB) integrar a base aliada do governo golpista de Temer. “Eles tem ampla maioria no Congresso, então porque não aprovam coisas boas, que interessem ao povo?”, indagou.

Para Helenir, o sucateamento do Estado é um projeto político. “A ordem é privatizar. Estão roubando o nosso futuro. Estão restaurando a senzala novamente”, alertou.

Finalizando, a dirigente do CPERS criticou o projeto “escola sem partido” e defendeu que “politizar é ter a capacidade de ver a realidade, de pensar e de exigir o que é nosso de direito”.

Aula pública

A aula pública contou com a participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Levante Popular da Juventude e da União da Juventude Socialista (UJS).

Fonte: CUT/RS

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