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A greve dos caminhoneiros e a defesa da democracia

A greve dos caminhoneiros, que já dura 4 dias, evidencia os principais fatores que levaram ao descontrole sobre os preços dos combustíveis no país: o desmonte da Petrobras, a entrega do petróleo para as petroleiras internacionais e o fim do controle sobre os preços dos combustíveis.
O protesto é legítimo. Mas lamentamos, no entanto, que na greve realizada em 2016, muitos tenham colaborado para derrubar um governo legitimamente eleito. Uma grande parcela desta categoria acreditou que, na época, o movimento era realmente para baixar o preço do diesel e aumentar o preço do frete. Quando, na verdade, contribuíram de forma significativa para o golpe à democracia brasileira.
De lá para cá, a situação piorou drasticamente. Em menos de dois anos do governo ilegítimo de Temer (MDB), o diesel e a gasolina já subiram mais de 60%. E, atualmente, a tabela de preços está à mercê das oscilações do câmbio e do mercado internacional do petróleo.
Vale lembrar que no governo Fernando Henrique Cardoso, em 5 anos, os combustíveis aumentaram em 170%. Em 12 anos do governo Dilma e Lula, o aumento foi de 28%. Já em dois anos do governo Temer, o aumento chegou a 69%.
Também é preciso destacar que o maior imposto que incide nos combustíveis é o ICMS, definido pelo governo estadual. O Rio Grande do Sul possui um dos mais altos do país. O governador Sartori aumentou o preço da gasolina já no início de seu governo, passando de 25% para 30%. Aqui no Estado, em média, para cada litro consumido R$ 1,32 vão para o ICMS. Em Santa Catarina o valor é de R$ 0,98 por litro.  Os impostos federais que incidem sobre a gasolina (PIS/PASEP, CIDE, COFINS) são de 16%.
Reiteramos que consideramos o movimento legítimo, mas que jamais compactuaremos com aqueles que pedem ações que vão contra o estado democrático de direito, como o pedido de intervenção militar divulgado nas redes sociais desde ontem à noite. A categoria dos caminhoneiros deve estar atenta e impedir que ações como esta venham a deslegitimar a greve.
Consideramos também que é fundamental denunciar o grande responsável por esta situação: o governo ilegítimo de Temer, que recebe o apoio de Sartori e toda a sua base aliada. Portanto, a pauta de reivindicações não pode se limitar apenas ao aumento do combustível. É urgente fazermos a defesa da Petrobras. Não podemos permitir que o governo Temer a privatize, pois as consequências seriam o aumento considerável do desemprego e a dependência do Brasil as grandes empresas de petróleo de outros países.
Sabemos o quanto os caminhoneiros padecem com esta situação, que prejudica o seu sustento e o de sua família e somos solidários.

Sustentaremos sempre a defesa intransigente da democracia e da soberania nacional!

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